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Inquérito que apura falsidade ideológica supostamente cometida por vereadores completa um ano; Investigações ainda estão em andamento em Santarém

Weldon Luciano - 18/04/2019

O inquérito que apura suposto crime de falsidade ideológica na elaboração de uma portaria com data retroativa por parte do ex-presidente Reginaldo Campos e demais membros da mesa diretora - dois vereadores e quatro ex-vereadores completou um ano e as investigações seguem em andamento em caráter sigiloso. Segundo apurou a reportagem, que observou a movimentação das documentações, os autos se encontram em posse do Ministério Público desde o dia 1 de abril.

 

Esse inquérito foi aberto paralelo a outro que apura a farra dos combustíveis, no âmbito da Operação Perfuga, que desvendou esquema de corrupção e tráfico de influência no poder legislativo, durante a gestão do ex-presidente. Em delação premiada do ex-diretor da Câmara Samuel Fernandes confirmou que Reginaldo Campos preparou a portaria dos combustíveis como estratégia de defesa depois que soube que estava sendo investigado pelo Ministério Público.

 

As investigações apontam que Reginaldo teria combinado com vereadores da mesa diretora no período em que foi presidente para que estes assinassem documentos que dariam legalidade à distribuição de combustíveis para uso dos vereadores, inclusive atos da mesa com data retroativa. Mas foi usado um número de portaria já utilizado em outro documento, apreendido durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na Câmara de Vereadores.
 

Uma fonte do Portal OESTADONET à época, informou que Reginaldo procurou também alguns vereadores para que estes assinassem requisições de combustíveis liberadas por ele, mas alguns se recusaram a assinar os documentos. Um dos vereadores investigados, Silvio Neto (PSD), sustenta que não é dele uma das assinaturas que constam na portaria datada de janeiro de 2015. Em 2018, ele informou ao Portal que solicitou, mas teve negado, pelo delegado, acesso ao documento para que pudesse encomendar perícia grafotécnica particular para comprovar que não é dele a assinatura.

 

Os demais investigados, o vereador Ney Santana e os ex-vereadores Silvio Amorim, Nicolau do Povo, Luiz Alberto Cruz, Marcela Tolentino não negaram a autenticidade das assinaturas, embora tenham alegado em depoimento que não se recordavam da data em que o documento foi assinado.

 
 


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