Violência interno
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Mesmo com licitação, Prefeitura está à mercê de empresas que rodam com ônibus velhos e sujos em Santarém

Weldon Luciano, especial para o Portal OESTADONET - 05/12/2018

Os dois concorrentes à licitação através da qual pretenfem abocanhar o serviço de transporte coletivo público de passageiros, apesar de se apresentarem com novos nomes, são velhos conhecidos em Santarém pelos péssimos serviços que prestam à população. 

Na licitação retomada nesta terça-feira (4) pela Primeira Municipal de Santarém, consórcio Via Norte e Batista Resende são nomes de fantasia de empresas de ônibus urbano que já operam em Santarém com frotas e a impontualidade que deixam muito a desejar.


Reunidas no único consórcio em disputa, Eixo-Forte( e suas coligadas) e Trans-Mota, que pertence ao mesmo grupo da TransAzevedo ( que ainda tem mais uma razão social ) enfrentam na licitação a desconhecida Batista Resende, empresa fundada há dez anos, que opera linhas secundárias da Castela e região da Rodovia Curuá-Una e é dona de microônibus que faz a linha pela orla da cidade. Faz ainda afretamento e viagens de turismo.


No caso do consórcio Via Norte, trata-se de dois dos maiores grupos que já operam linhas em Santarém. Outros dois grupos do mesmo porte - Perpétuo Socorro e Viação Borges - não concorrem nesta licitação.


Mas e a Resende. Tem cacife para vencer a concorrência? Quem são seus donos?


Uma consulta ao CNPJ mostra que a empresa tem entre seus sócios um empresário estabelecido em Manaus, Moisés Bendahan Sarraf Resende, que é o sócio-admistrador, enquanto seu outro sócio, João Batista da Silva, conhecido do setor, é quem gerência a empresa em Santarém.


O consórcio Via Norte, apesar de reunir apenas duas empresas - Eixo-Forte e Trans Mota - na verdade, reúne muito mais empresas ligadas aos mesmos donos das duas participantes.


Qual motivo desse fracionamento? Muito simples, com o perdão do trocadilho, foi justamente para não extrapolar o faturamento do Simples e pagar mais impostos, que várias empresas foram criadas para administrar as mesmas linhas.


Mas voltando ao itinerário dessa tortuosa viagem. Os passageiros de Santarém vão se dar conta, quando chegarem ao ponto de ônibus, à medida que o consórcio ou a empresa começarem a trafegar pelas ruas de Santarém, com seus ônibus novos ( é o que se espera ), que não embarcaram em um ônibus furado?


A conferir.


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