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Navegação de barcaças de grãos é afetada por seca histórica na região Amazônica

Agência Reuters e redação do Portal OESTADONET - 23/10/2023

Créditos: Fonte: Serveporto

A Hidrovias do Brasil, uma empresa de barcaças que opera no Tapajós, disse em um comunicado à Reuters que as barcaças continuam a operar entre Itaituba e Barcarena, onde transportam fertilizantes e grãos.

 

Nível do Rio Tapajós iguala marca histórica da seca de 2010 em Santarém

 

A Serveporto, empresa de operações logísticas, disse que os baixos níveis de água estão afetando as embarcações que chegam ao porto de Santarém, no Pará, principalmente por causa das restrições de calado no local.

 

“Para os navios de descarga, sugerimos considerar a ancoragem para redução do calado antes da atracação, devido à incerteza das profundidades exatas na chegada.”

 

A Hidrovias do Brasil observou ter feito “flexibilizações operacionais pontuais” devido ao fato de os calados estarem mais baixos do que as médias históricas, incluindo o uso de empurradores de manobra para navegar as barcaças nos pontos mais rasos.

 

Alguns embarques de grãos nos rios do Norte do Brasil foram interrompidos devido à seca que fez com que os afluentes do Amazonas atingissem o nível mais baixo em mais de um século.

 

No comunicado, a Serveporto diz que algumas empresas de barcaças “interromperam a navegação nos rios Tapajós e Madeira, afetando os terminais de grãos.”

 

Os exportadores brasileiros de grãos estavam desviando um pequeno número de cargas de exportação para os terminais portuários do Sul/Sudeste, devido à seca no Norte, informou a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) na quarta-feira.

 

As rotas do Norte, que foram afetadas pelas dificuldades de navegação nos rios rasos da Amazônia nesta primavera, têm sido fundamentais para ajudar o Brasil a aumentar as exportações de milho e soja nos últimos anos.

 

Na quarta-feira, o governo disse que as embarcações que operam no terminal graneleiro de Itacoatiara, de propriedade da Hermasa, um braço da empresa brasileira de grãos Amaggi, e dois grandes terminais de contêineres próximos a Manaus, estavam operando com capacidade reduzida.

 

O governo disse que liberaria 100 milhões de reais para serviços emergenciais de dragagem na área “para evitar impactos no valor do frete e no prazo para disponibilização de produtos que são escoados pelas hidrovias do Arco Norte”.

 

A Amaggi, que recebe barcaças de grãos vindas de Porto Velho no terminal de Itacoatiara, não comentou imediatamente.




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