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O minério que vai, o celular que vem

Lúcio Flávio Pinto - 07/09/2023

Na sua campanha para domesticar gregos, troianos e paraoaras, além dos donos da imprensa local, a Vale gasta mais uma página inteira de publicidade paga nos jornais para dizer que a mineradora tem a ver com os minérios que estão no celular, no carro elétrico "e onde você nem imagina". E garante: "Se tem a ver com trazer soluções que transformam a vida das pessoas para melhor, tem a ver com a Vale".

 

Que tal se a empresa, além de despachar diariamente, de Carajás, no coração do nosso território, pela maior ferrovia de carga do mundo, centenas de milhares de toneladas do melhor minério de ferro do planeta para além-mar, sobretudo para portos que estão na China e no Japão, a 20 mil quilômetros da base de lançamento das mossas riquezas naturais não-renováveis, através do porto da Ponta da Madeira, na ilha de São Luís do Maranhão, não produz bens contendo mais valor agregado do que a matéria prima, a tal de commodity?

 

Uma solução dessas iria tornar a vida dos paraenses muito melhor do que é hoje.

 

É, mas isso a Vale diz que não pode fazer. Podia dizer a verdade: não quer fazer. Nem querem também as autoridades que lhe concedem tantos benefícios - à empresa e a eles mesmos. Não aos paraenses, é claro.




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