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Operação da Polícia Federal destrói garimpos ilegais em área indígena em Novo Progresso

Portal OESTADONET, com informações da PF/PA - 12/07/2022

Operação da PF em garimpos ilegais em Novo Progresso, sudoeste do Pará - Créditos: Divulgação/PF

A Polícia Federal deu detalhes nesta terça-feira(12) da operação realizada em Novo Progresso, sudoeste do Pará, nos dias dias 8, 9 e 10 de julho. Segundo comunicado à imprensa, a "Polícia Federal no Pará destruiu seis balsas e seis motores usados no garimpo ilegal na Terra Indígena do Baú, sul do Pará, área do município de Novo Progresso. A ação é da Operação Mercúrio, que faz parte da Operação Guardiões do Bioma, de combate a crimes ambientais na Amazônia, incluindo a extração ilegal de ouro. A Mercúrio é uma operação interagências, com participação do IBAMA, ICMbio, Funai, CENSIPAM-MD, além de ter apoio da Força Nacional. O foco principal foi a destruição dos garimpos Pista Nova, Coringa e Jurandi, encontrados ao longo do rio Curuá".. 

 

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Segundo a PF, " no primeiro dia da operação foram apreendidos 12,5 gramas de ouro, de um garimpeiro que foi multado em aproximadamente 1 milhão de reais pelo IBAMA. Além disso foram queimadas três balsas utilizadas no crime. Uma dessas balsas, equipada com televisão e ar-condicionado, foi avaliada em 2 milhões de reais. No segundo dia, os alvos foram os garimpos Coringa Nova, Coringa Sul, Pista Nova e Novo Horizonte, onde foram apreendidos 30,3 gramas de ouro. Foram inutilizados motores utilizados na extração de ouro e centenas de litros de combustível."

 

O comunicado à imprensa também relata que, " no domingo, último dia da operação, foram inutilizadas mais três balsas, apreendidos 40g de ouro e 23 de munições. O dono de uma das balsas foi identificado e agora será investigado. Os garimpeiros fugiram ao ver a chegada da operação. Ninguém foi preso".

 

 


Divulgação PF/PA

 


Segundo a PF, "a operação também busca acabar com o conflito entre dois grupos indígenas dos Kayapós presentes na região: uma parcela menor, a favor da presença dos garimpeiros (sobre a qual recaem indícios de recebimento de parte do produto do garimpo ilegal) e um grupo maior que é contra essa presença. A extração irregular de ouro pode causar danos graves ao meio ambiente como a poluição dos leitos dos rios e danos irreparáveis à fauna e a flora, além de interferir na preservação e manutenção das tribos indígenas."


A Polícia Federal informa que "continua o trabalho de investigação e combate ao desmatamento no interior da Terra Indígena Baú e de responsabilização dos infratores. Homologada em 2008, a TI Baú é habitada por 188 indígenas de dois povos: Pu´rô, que são isolados, e os Kayapós."


*Assessoria de comunicação da PF em Altamira




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