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Não ao porto no Maicá

Lúcio Flávio Pinto - 26/06/2022

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado publicou a minuta do termo de referência para a realização do estudo socioambiental do componente social tradicional de pescadores e pescadoras do lago Maicá, em Santarém. Assim, dá início ao processo de licenciamento ambiental do terminal portuário da Empresa Brasileira de Portos de Santarém nessa área, próxima da sede do município. O procedimento visa livrar o projeto do embargo da justiça. Atenderá o objetivo da ação civil pública, que exigia a realização de consulta sociedade civil, comunidade científica e órgãos públicos, o que não fora realizado.

 

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Como santareno, manifesto completa repulsa à construção desse porto no lago Maicá, já tão atacado e violado, mas que continua a ser um dos mais belos e expressivos patrimônio naturais da minha terra. Além dessa agressão, acho que já está na hora de impedir a proliferação de portos no interior da Amazônia. Eles funcionam como pontos de transbordo de carga (sobretudo soja e milho, mas também de madeira e minério) para mercados externos, tornando o Pará, o Amazonas, o Amapá e Rondônia meros enclaves de um colonialismo baseado em commodities. Uma versão fluvial do velho modelo ferroviário, no qual, do trem, só fica o apito.




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