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Enchente recorde no Tocantins

Lúcio Flávio Pinto - 04/01/2022

A cheia deste ano do rio Tocantins deverá ser uma das maiores de todos os tempos. A enchente recorde foi a de 1980, quando as obras da hidrelétrica ainda estavam na ensecadeira principal, antes do início da concretagem da barragem. Estimava-se que a vazão máxima seria de 50 mil metros cúbicos por segundo, mas o rio chegou perto de 70 mil metros cúbicos (70 milhões de litros).

 

Por pouco a barragem de terra não foi arrastada pela fúria das águas. Marabá, a maior das 10 sedes municipais no vale em território paraense, ficou inteiramente submersa debaixo de 20 metros de água, 10 metros acima do nível de alerta. Ontem, estava 10 metros acima.

 

O vertedouro da usina, que entrou em operação em 1984, passou a ter capacidade de suportar vazão de 100 mil metros cúbicos. O volume atual é de 30 mil metros cúbicos, mas o Tocantins está no nível de 70 metros, a apenas quatro metros da crista da barragem, que tem altura equivalente a um prédio de 25 andares. O reservatório da hidrelétrica se estende por 3 mil quilômetros quadrados, armazenando 75 bilhões de metros cúbicos de água. É o segundo maior do Brasil.

 

As intensas chuvas nas cabeceiras do Tocantins e do Araguaia são atípicas, como diz a Eletronorte. A temporada de inverno está apenas no início na região (irá pelo menos até abril). Por isso, o crescimento do nível dos dois rios está acelerado. A Elentronorte teve que antecipar a abertura das comportas do vertedouro para controlar o agravamento da cheia (que veio mais cedo e com mais volume) a montante da barragem. Mas tem que monitorar com precisão a liberação de água para não causar danos maiores à população rio abaixo. E também continuar gerando energia com segurança. A usina responde por 8% da produção de energia em todo país. Daí o alerta emitido ontem pela estatal. A enchente deste ano vai ser braba.




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