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Com repatriação de acervo, Museu do Índio pode ser reaberto em Alter do Chão

Com informações de Ronilma Santos- Centro de Regional de Governo - 12/03/2019

Antiga area do Museu do ìndio, em Alter do Chão, hoje é um estacionamento de hotel, em Santarém, Oeste do Pará - Créditos: bajarateatrodeencantarias.blogspot.com

Peças do acervo do museu do Índio, podem retornar à Santarém. A articulação para a repatriação desse acervo está sendo feito pela Secretaria Estadual de Cultura, Centro Regional de Governo, Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (IGTAP), Secretaria Municipal de Cultura de Santarém.  O Diretor do Museu do Estado do Pará (MEP) Marcel Campos, esteve em Santarém, nesta segunda-feira, 11 de março, onde reuniu com representantes do poder público para debater detalhes do processo. Com a vinda deste material, a Secretaria Municipal de Cultura avalia um novo local, onde o Museu do Índio possa voltar a funcionar.

 

“O Museu do Estado do Pará, tem a missão de guardar a história do estado, e guardou o acervo do Museu do Índio por uns 12 anos, enquanto não se tinha uma definição do que fazer com ele. Assumimos recentemente e logo elaboramos uma relatório das situações do que encontramos, e verificamos que as peças estavam guardadas de forma indevida, sem as condições necessárias, ainda não temos como avaliar detalhadamente, porque é preciso ver peça por peça, porém se levarmos em consideração o tempo, há chances de muitas dessas peças já estarem danificadas, mas agora é preservar e cuidar do que ficou. E a pedido do secretário Henderson Pinto, que articulou os atores interessados nessa repatriação do museu do Índio, na secretária Úrsula, entendemos que esse acervo deva voltar para Santarém.” explicou Marcel Campos – Diretor do MEP.

 


Marcel Campos, diretor do MEP

 

São aproximadamente 1.500 peças, de etnias da região amazônica e Mato Grosso, entre instrumentos musicais, artefatos de madeira, trançados de palha, cordões e peças feitas de cerâmica. O Acervo foi levado há quase 18 anos, do Centro de Valorização da Sabedoria Indígena, “Museu do Índio”, que funcionava na vila de Alter do Chão, por conta de uma determinação da justiça e de um litígio conjugal entre os antigos proprietários, o norte-americano Davi Richarson, já falecido e a ex-mulher dele Maria Antônia Kaxinawá.

 

Por muitos anos, o Museu do Índio serviu de referência para pesquisas escolares, além de atrativo turístico para levas de visitantes estrangeiros, que aportavam em Santarém em caravanas trazidas por navios turísticos, boa parte dessas peças estão devidamente curadas por técnicos do Museu Emílio Goeldi.


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