Verão julho

Santarém: futebol do passado

Lúcio Flávio Pinto - 25/02/2019

"Santo de casa/ não faz milagre,/ mas o São Francisco faz./ Deu no Remo de 5 a 1,/ se quisesse daria de mais./ Isto é inegavelmente/ uma grande vitória/ pois o nosso São Francisco/ está coberto de glória”.

 

Meu primeiro contato com o glorioso São Francisco, na metade da década de 1950, foi a partir desse hino, cantado pelos meus antecessores na torcida do Leão do Tapajós. O São Francisco é agora o lanterna da série B do campeonato paraense de futebol. Tem quatro pontos, três deles contra o São Raimundo. O ataque até que faz gols. Foram 10. Mas a defesa é uma passarela, a mais vazada de todas, com 17 gols no passivo. Tem aproveitamento quatro vezes melhor do que o seu tradicional rival (22,2%).

 

Ontem, deu novo vexame. Perdeu de 2 a 0 para o Independente, de Tucuruí, 2º colocado do grupo, que está abaixo apenas do Paissandu. A partida atraiu apenas 920 pessoas (das quais só 327 pagaram ingresso), com uma renda de seis mil reais.

 

O tradicional adversário no clássico santareno, o São Raimundo, está ainda pior: também é o último colocado em sua série – e das duas séries, com um único ponto. Fez três gols em seis partida (só conseguiu fazer gol a cada duas partidas, em média). Levou quatro vezes mais: 12 gols. Tem 5,6% de aproveitamento e está fora da disputa pelo título, faltando três partidas para o final do 1º turno.

 

Será que os santos (e arcanjos e querubins) se cansaram de ajudar os dois tradicionais clubes de futebol da outrora segunda mais importante cidade do Pará e terceira da Amazônia?




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