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Alcoa confirma estudos minerários na Gleba Curumucuri e alega que supressão vegetal e afugentamento de animais atende exigências legais

Weldon Luciano - 15/02/2019

Embarque de bauxita no porto da Alcoa, em Juruti. Mineradora fará estudos minerários no bloco São Paulo, com supressão de vegetação e afugentação de animais - Créditos: Blog Quarto Poder

A Alcoa, mineradora que explora bauxita em Juruti, oeste do Pará, confirmou a realização de estudos minerários no bloco São Paulo, área localizada na Gleba Curumucuri, onde alega que possui direito minerário e pretende iniciar os serviços de pesquisa para identificar a viabilidade econômica da exploração do minério de bauxita. Em nota, ela ressaltou que para executar as pesquisas, devem ser necessários a supressão de vegetação de 95,88 hectares em Floresta e o Afugentamento, Resgate, Translocação de Fauna Silvestre, atividades que a empresa alega fazer de acordo com as normas técnicas orientadas por uma consultoria externa e as normas da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).  

 

Segundo a empresa, durante o procedimento, pequenos acessos são abertos para passagem do equipamento de sondagem, considerando trajeto que preserva árvores de maior porte, ou seja, aquelas com diâmetro maior que 30 cm. As autorizações citadas na reportagem do Portal OESTADONET se referem aos protocolos da Alcoa Juruti junto à Semas, do Inventário Florístico e Programa de Conservação da Fauna Silvestre.

 

De acordo com a Alcoa, documentos subsidiam a análise técnica pela SEMAS para a emissão das autorizações nesta etapa de pesquisa. Embora a documentação cite que a vegetação em questão a ser suprimida seja considerada primária, a Alcoa declara que os laudos atestam que a floresta a ser suprimida já teve ocupação e atividade do homem.

 

A Alcoa considera que os estudos demonstraram a ocorrência principalmente de duas espécies madeireiras e uma palmeira, além da ocorrência de fauna de diversas espécies, que podem ser afugentadas ou resgatadas em caso de necessidade. Mas, as espécies em questão não foram detalhadas e se o fato de estarem em processos de extinção ou não acabou não sendo mencionado, somente que uma equipe formada por Biólogo, Veterinário e Engenheiro Florestal estão de prontidão durante toda a atividade para garantir o respeito e cuidado com a fauna e flora local.

 


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