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Área verde reduzida, espécies inadequadas, prejuízos em calçadas e fiação elétrica; Saiba qual é o diagnóstico do Projeto Floresta Urbana sobre arborização em Santarém

Weldon Luciano - 30/01/2019

Plantio irregular de árvores em calçadas: lixeira, obstrução, destruição -

O Projeto Floresta Urbana apresentou nesta quarta-feira, 30 de janeiro, um diagnóstico sobre a arborização em Santarém. Segundo as pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), a área urbana apresenta uma área verde de apenas 17 metros quadrados por habitante, espécies inadequadas, prejuízos em calçadas, fiação elétrica e rede de água e esgoto. No total foram identificadas 2681 árvores em 10 bairros centrais: Salé, Mapirí, Liberdade, Laguinho, Fátima, Aldeia, Centro, Santa Clara, Aparecida e Jardim Santarém. De acordo com os integrantes do projeto, os resultados deem nortear a elaboração uma minuta de Projeto de Lei do Plano Municipal de Arborização.

 

“Santarém se desenvolveu tendo a supressão do seu vegetal para que desse lugar ao seu imobiliário urbano. Lá no passado, não foi observado essa questão climática da arborização. Hoje, a devolução destas arvores ao meio urbano traz a necessidade aparente da redução do nosso clima, além disso ela cria um microssistema em que vamos trazer uma fauna mais rica para o nosso ambiente e trazer o conforto térmico para a população”, ressalta Flávio Nascimento, um dos integrantes do projeto. 

 

 

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A normativa vem regulamentar o plantio de espécies de forma ordenada, apontando-se as espécies próprias para ao ambiente da cidade e evitando prejuízos futuros como a não danificação de calçadas. 

 

As iniciativas do projeto preveem ainda algumas intervenções, entre elas a remoção de 48 delas, por estarem plantadas em áreas inadequadas e a substituição de 85 delas, onde a espécie inadequada para o local em que foi plantada será removida e substituída por espécie que seja mais indicada. Outras 3 mil arvores devem ser introduzidas ao longo do passeio público e praças da cidade. 

 

“Já temos um censo dos dez bairros inventariados e já coletamos informações técnicas suficientes para a criação de um plano municipal de arborização. Após a apresentação dos resultados vamos partir para a prática que envolve o plantio de novas árvores. Os resultados mostram que pelo menos 2% das árvores existem precisam de substituição por serem espécies inadequadas, prejuízos em calçadas e fiação elétrica. 1% terá que ser removida por não ter nenhuma condição de permanecer no local em que está. Achamos também muitas espécies exóticas e invasoras que danificam o imobiliário urbano, que devem ser substituídas gradativamente por outras mais adequadas, que possam desenvolver sombreamento”, conclui Flávio.  

 

O projeto Floresta Urbana atua desde 2017 e tem parceria com a Prefeitura de Santarém, por meio das secretarias de Meio Ambiente (Semma), Agricultura e Pesca (Semap), Infraestrutura (Seminfra) e Educação (Semed), em conjunto com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor-Bio) e Centrais Elétricas do Estado do Pará (Celpa).


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