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Associação de produtos orgânicos reúne cerca de 20 produtores rurais em quatro polos da região metropolitana de Santarém

Weldon Luciano - 03/12/2018

Elisabete e o grupo de produtores de alimentos orgânicos e a variedade de verduras e legumes -

Alimentos sadios, limpos e cultivados sem agrotóxicos ou sem fertilizantes químicos. Este é o resultado do trabalho da Associação Tapajós Orgânicos, fundada em 2014. Ao todo são cerca de 20 produtores rurais estabelecidos em pelo menos quatro polos entre Santarém e Mojuí dos Campos: região do Eixo Forte, região da Curuá-Una, Rio Arapiuns e planalto. Tudo o que é produzido provem de sistemas agrícolas baseados em processos naturais, que não agridem a natureza e mantêm a vida do solo intacta.

“Estamos nessa caminhada de produção sem agrotóxicos em torno de quatro anos. Mas, há bastante tempo, antes mesmo do registro da Associação, cada de um de nós já atuava desta forma. Toda semana a feira permanente dos orgânicos acontece na quarta-feira, na sede da Emater em Santarém. Estamos também na Ufopa toda quinta-feira, e no Mercadão 2000 aos sábados”, explica Elisabete de Morais, coordenadora da Associação.

Eles possuem o registro para comercializar frutas e hortaliças que são produzidas nas propriedades devidamente registradas e fiscalizadas pelas equipes do Ministério da Agricultura e Abastecimento (MAPA), subordinado diretamente do Governo Federal.  Os produtores também recebem a assistência da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater).

A quantidade de toneladas de alimentos produzidos em 2018 ainda não foi contabilizada, mas a Associação garante que cada vez mais número de pessoas que aderem aos orgânicos aumenta e proporcionalmente eles aumentam o cultivo e produção. A estimativa é de que um único agricultor produza 200 maços de alface por semana, o que totalizaria 800 por mês. “Não há atravessadores, a gente produz em nossas propriedades e nós mesmos vendemos nas feiras. Há uma fiscalização que garante que só serão vendidos aqueles produtos originários destas propriedades que cultivam sem o agrotóxico”, conclui Elizabete.  


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