Violência interno
Pro refis

Os PMs agregados

Lúcio Flávio Pinto - 02/12/2018

No dia 25 de setembro, quando a Polícia Militar completou 200 anos, o governador Simão Jatene promoveu 25 oficiais da corporação aos postos de coronel e tenente-coronel, mas imediatamente agregou 14 deles. Agregados, esses oficiais ficarão à disposição de outros órgãos, embora "em funções militares. Essa iniciativa contraria o discurso da administração estadual, de dar o maior combate possível à criminalidade e garantir a segurança da população com o máximo do efetivo disponível na PM.

 

A agregação (e ainda mais, na escala em que é feita), nega a própria razão de ser da instituição. Ao invés de ocupar seu lugar nos postos mais elevados da polícia, esses agregados vão desfalcar o efetivo da tropa e privá-la de orientação e comando. O desserviço é praticado às vésperas das promoções para beneficiar os protegidos pela cúpula da PM e do governo, pouco dispostos a ir para as ruas defender os cidadãos e dar combate aos criminosos, que é a razão de ser da instituição. Cometendo a infração de desvio de função, portanto.

 

Em 21 de abril foi a mesma coisa: dos 32 oficiais promovidos a coronel e tenente-coronel, 14 foram imediatamente retirados do serviço ativo e agregados. Esta é uma das marcas do governo Jatene, responsável pelo descompasso entre o discurso oficial sobre a garantia da segurança pública e a realidade, na qual o Pará é um dos Estados mais violentos do país.


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