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Profissionais repudiam graduação de Enfermagem à distancia

Weldon Luciano - 06/09/2018

Enfermeira Cláudia Nascimento e aluna do curso presencial de enfermagem. Bonecos para aulas práticas dos acadêmicos. -

A atual política do Ministério da Educação permite a proliferação de cursos de educação à distância, mas no caso da área da saúde, como a da enfermagem, este tipo de modalidade tem sido repudiada por profissionais. Parece difícil imaginar enfermeiros e técnicos atendendo pacientes em hospitais e postos de saúde que não participaram de cursos presenciais, sob a orientação e supervisão constante de professores em sala de aula e nos laboratórios de aprendizagem.

O Conselho Regional de Enfermagem no Pará (Coren) mantém posicionamento contrário a este tipo de metodologia de ensino. O órgão entende que o aluno precisa ter vivencia com situações do cotidiano profissional: aplicar injetáveis, fazer curativos, passagem de sonda ou verificar a pressão arterial, que não podem ser aprendidas com excelência sem as atividades práticas.

Com mais de 20 anos de experiência, Cláudia Nascimento é enfermeira e coordenadora do curso de graduação de uma instituição de ensino de Santarém, que forma anualmente, entre 50 a 60 profissionais. Ela também não concorda que a profissão seja ensinada com outro tipo de metodologia que não seja a presencial.

“Sabemos que trabalhar na enfermagem é uma atividade de caraterística muito humana e é necessário ter esse corpo a corpo com os pacientes que o profissional passe segurança quem está sendo atendido. Nossa concepção enquanto órgão formador é pela própria percepção da característica do curso que exige que o aluno tenha pratica, a educação à distância não favorece isso para aluno. Ele não vai ter um tutor presente e nem laboratórios presentes”, diz Cláudia.

Em Santarém, atualmente, não há casos de instituições que estejam atuando à distância. Todas as instituições que atuam com a formação de enfermeiros estão dentro da modalidade presencial e são constantemente acompanhadas pelo Coren. Este tipo de fiscalização é feita por meio de denúncias que chegam ao órgão e são apuradas. O curso presencial tem duração de 10 semestres, sendo este modelo adotado por universidades públicas e privadas. A Carga horária de atividades práticas corresponde de 20% a 30% do total do curso.   


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