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Bombeiros registram queda no número de incêndios na vegetação em Santarém, em comparação ao ano passado

Weldon Luciano - 03/09/2018

O 4º Grupamento de Bombeiros Militar (4ºGBM) em Santarém, oeste do Pará, registrou uma queda no número de incêndios em vegetação. Durante os meses de janeiro a agosto de 2018, foram registrados 26 incêndios deste tipo enquanto no mesmo período em 2017 foram registrados 96. 

Do total de incêndios em 2018, a maior parte deles ocorreu no tipo de vegetação considerada como mato, aonde foram registrados 19 casos, outros 4 em Floresta nativa, 1 caso em floresta plantada, 1 caso em capoeira e outro caso em cerrado. No ano de 2017, a maior parte deles ocorreu em áreas caraterizadas por mato, com 91 casos registrados. 

Conforme dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de janeiro a julho deste ano já foram registradas 99 denúncias de poluição atmosférica ao órgão. Os bairros Floresta, Matinha e Carnazal obtiveram os maiores números de Ocorrências.  Conforme o Corpo de Bombeiros, com a chegada do verão amazônico, é preciso ficar em alerta ao período de estiagem na região e a variação de temperatura, que aumenta ainda mais os riscos de incêndio, principalmente nas áreas de vegetação abertas, matas fechadas, de difícil acesso e também em bairros onde a população costuma colocar fogo para limpar o mato alto nos terrenos baldios. Os bombeiros alertam para o fato de muitas vezes a população agir de forma irresponsável e acabar provocando incêndios.

Diversas campanhas de conscientização estão  sendo desenvolvidas e contribuem para a redução de incêndios. Uma delas envolve o poder público  municipal que recomenda que a população evite a queima de lixo. A iniciativa é organizada pela Prefeitura de Santarém, por meio das secretarias de Meio Ambiente (Semma), Trabalho e Assistência Social (Semtras), Infraestrutura (Seminfra), Educação (Semed) e Saúde (Semsa).

As ações devem ser  permanentes, uma vez que as intervenções sobre queimadas serão levadas pela Semma a outras mobilizações (eventos, Prefeitura nos Bairros, feiras, reunião com moradores e entre outras).

A queima de plástico, sacola, papel, folhas ou madeira sem as devidas condições estabelecidas em licenciamento ambiental é considerada poluição atmosférica. O infrator poderá responder criminalmente conforme o artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/1998, cuja pena de reclusão é de 1 a 4 anos e se o crime for culposo, detenção de 6 meses a 1 ano, além de multa que dependendo do material, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008, art. 61, varia de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.

 


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