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MP é contra concessão de prisão domiciliar para Dionar Cunha, denunciado pela morte do casal Iran Parente e Josielen Prezza; laudo médico aponta 'quadro debilitado'

Portal OESTADONET - 10/04/2024

O juiz Gabriel Veloso de Araújo, titular da 3ª Vara Criminal de Santarém, no oeste do Pará, deu prazo de 72 horas para que a defesa de Dionar Nunes Cunha Junior, acusado de ser o mandante do duplo homicídio de Francisco Iran Parente da Silva, e da esposa dele, Josielen Maciel Prezza, crime ocorrido em fevereiro de 2020, se pronuncie sobre a manifestação contrária do Ministério Público quanto ao pedido de revogação de prisão preventiva, bem como a conversão da preventiva de Dionar em prisão domiciliar.

 

O parecer do MP já considerou o resultado do laudo médico solicitado pela própria defesa para avaliar a situação do acusado, elaborado pela médica Ilmara Silva de Souza.

 

Segundo apurou o Portal OESTADONET, o assistente de acusação já se manifestou sobre o pedido de revogação da prisão de Dionar, porém, a defesa do acusado ainda não se pronunciou sobre o parecer ministerial e o resultado do laudo.

 

O laudo médico foi produzido pela médica Ilmara Silva de Sousa, da Central de Triagem Masculina de Santarém (CTMS), com o objetivo de informar o quadro de saúde do acusado. O documento ao qual o Portal OESTADONET teve acesso, foi juntado aos autos do processo após o atendimento de Dionar Nunes, no último dia 14 de março. 

 

O laudo detalha o histórico de saúde de Dionar Cunha que, segundo possui hérnia de disco, psoríase e hipertensão arterial. Em seu parecer, a médica Ilmara Sousa recomenda que o acusado faça o tratamento de saúde fora da unidade prisional, ‘devidos seus efeitos sobre o sistema imune, além de suas reações gastrointestinais e hepáticos’.

 

Segundo a médica, Dionar está com estado geral abatido, expressiva perda de peso, lesões psoriásicas disseminadas pelo corpo e dor lombar.

 

O laudo destaca ainda que Dionar vem sendo atendido pela equipe multiprofissional desde que deu entrada na unidade prisional. 

 

"Informamos que a dispensação de medicação conforme prescrições médicas édiária, o atendimento de enfermagem é diário a livre demanda. Observamos que a PPL apresenta histórico de hérnia de disco com indicação cirúrgica, dificuldade para realizar suas atividades diárias, necessitando de ajuda para levantar e sentar, dificuldade na deambulação, aguarda marcação para cirurgia. A PPL faz uso diário de medicações para controle da dor, o que já tem ocasionado dores abdominais e estomacais pelo quantitativo de medicamentos utilizados no dia. Seu quadro geral é bem debilitado com expressiva de perda de peso, piora do quadro de psoríase. O mesmo irá iniciar o uso de imunobiológicos que poderá suprimir sua resposta imune, tratamento esse que não é aconselhado fazer dentro da unidade devidos seus efeitos sobre o sistema imune, além de suas reações gastrointestinais e hepáticos", escreveu a médica Ilmara Silva Sousa.


    
No último dia 5 de março, após a defesa de Dionar Nunes Cunha Júnior apresentar outros laudos médicos afirmando que o acusado está doente e fazer um novo pedido de
prisão domiciliar, o juiz Gabriel Veloso de Araújo determinou a elaboração um relatório sobre a atuação situação médica de Dionar. 

 

Dionar Nunes Cunha Junior é acusado de ser o mandante do duplo homicídio de Francisco Iran Parente da Silva, e da esposa dele, Josielen Maciel Prezza, crime ocorrido em fevereiro de 2020.

 

O réu se encontra preso desde o dia 16 de março de 2023, por descumprir medidas cautelares impostas pelo juiz Gabriel Veloso. Ele foi denunciado por supostas práticas de crimes de associação criminosa, roubo majorado, homicídio qualificado e fraude processual.

 

O duplo homicídio ocorreu no dia 27 de fevereiro de 2020, na comunidade Boa Esperança, na região da Curuá-Una. Os corpos das vítimas foram encontrados no dia 28, em uma área usada para plantar soja com perfurações de arma de fogo.

 

Um dos envolvidos, Erick Renan Oliveira Carvalho, preso e condenado em setembro do ano passado, a 46 anos de prisão, à época, confessou envolvimento e delatou o nome do mandante do crime. 

 

Dionar Cunha foi preso no dia 3 de maio de 2023 como mandante do duplo homicídio. 

 

Além de Erick Renan e Dionar Cunha, foram denunciados Valdileno Braga Dias, Alessandro Gomes da Silva e Aline Maira Ribeiro dos Santos. O trio segue foragido e com suas prisões preventivas decretadas pela Justiça.




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