Verão julho

Identificadas ligações clandestinas em rede de esgoto e drenagem implantada há mais de 30 anos

Sílvia Vieira, Repórter de O Estado do Tapajós - 20/08/2015

A Tragsa, empresa que está executando as obras do contrato 350 que a Carmona Cabrera assinou com a Prefeitura de Santarém para construção do complexo de esgotamento sanitário, está quase concluindo a verificação da rede construída pelo DNOS, implantada na década de 1980, que será interligada à nova rede que converge para a Estação de Tratamento de Esgoto do Mapiri. Na verificação que começou pela avenida Tapajós e sobe em direção à Avenida Ismael Araújo, foram encontradas diversas ligações residenciais e de comércios tanto na rede de esgoto quanto na de drenagem de águas pluviais.

“Parte dos imóveis tinham ligações interligadas na rede de drenagem e alguns na rede de esgoto. Sendo que essa rede de esgoto desaguava no Tapajós. Com a recuperação dessa rede, todos os estabelecimentos vão ser ligados de forma correta para que seus efluentes sejam lançados no coletor tronco. Cerca de 62,5% da rede existente já foi totalmente desobstruída e tem sinal positivo de que pode ser reutilizada. Em termos de rede, nós tivemos uma paralisação, mas com esse reaproveitamento da rede antiga, acredito que vamos vencer o cronograma e conseguir executar a obra dentro do prazo estabelecido no contrato inicial”, informa Hugo Aquino, coordenador municipal de Saneamento.

O titular da CSAN disse ainda que será feito pente-fino também nas obras do PAC 1 para sua recuperação total. Os comissionamentos (testes) das estações de tratamento do Mapiri e Uruará já estão acontecendo. Nesta quinta-feira (20) os testes prosseguem com a parte elétrica e semana que vem serão realizados os testes com os sopradores das estações de tratamento para que elas sejam entregues de forma definitiva para a Cosanpa, que é a concessionária que vai administrá-las.

Porém, com esse comissionamento, para que as ETEs possam funcionar, a rede tem que estar em plenas condições de funcionamento, bem como o coletor tronco. “A construtora em parceria com a prefeitura vai estar fazendo um verdadeiro pente fino na rede. Onde tiver PV (Poços de Visita) que precise recuperar, nós vamos recuperar. Onde tiver rede que precise recuperar, vamos recuperar, para deixá-la em condições de receber os efluentes e assim as estações possam funcionar”, explica.

Também ocorreu de pessoas interligarem seu esgoto na rede que ainda não está pronta. Por conta disso, o esgoto era carreado para a rede danificando e obstruindo alguns Poços de Visitas (PVs). Os dejetos acumulavam e afloravam em outro PV que tivesse uma cota maior. Para resolver o problema, a Tragsa vai fazer a manutenção da rede a fim de entregar definitivamente o complexo de esgotamento sanitário para a concessionária.

Segundo Hugo Aquino, a rede antiga, além da área central, atinge outros bairros do município. Seus limites ficam vão da Av. Ismael Araújo no bairro do Santíssimo até a Av. Tapajós no bairro Centro, entre as Av. Curuá-Una e Travessa Dois de Junho. Mas a maior parte da rede está na área central.

Assim que for concluída a inspeção e a rede antiga construída pelo DNOS estiver liberada, serão iniciadas as ligações intradomiciliares para que os efluentes de esgoto de cada imóvel possam cair agora na rede de esgoto e não na rede de drenagem.

O contrato da Tragsa contempla obras de esgotamento sanitário da região central da cidade e ampliação de parte do cais de arrimo, bem como a construção da linha de calque e ampliação de um módulo da Estação de Tratamento de Esgoto na área do Mapiri. A linha de recalque está pronta.

Quando as obras estiverem concluída cerca de 50 mil habitantes serão atendidos com esgoto tratado. “No ETE Mapiri não são todas as residências que vão estar interligadas. Hoje nós temos 2.400 ligações, aproximadamente, do PAC 1. Vamos ter as 3.081 ligações do residencial Salvação (Minha Casa Minha Vida), são cerca de 5.500 ligações. E nós temos no PAC 2, cerca de 4.900 ligações, aí soma-se aí cerca de mais 20 mil habitantes com esgoto tratado. Mais a estação do Uruará que tem capacidade de atender 25 mil habitantes. Então, nós estamos falando aí de mais de 50 mil habitantes com esgoto tratado quando as estações estiverem funcionando. Vamos saltar da incomoda de 0% para mais de 50 mil habitantes com tratamento de esgoto. E com a ampliação do módulo do PAC 2 e outros investimentos que estão sendo viabilizados via Governo do Estado para proporcionar um aumento dessa capacidade de tratamento de esgoto dentro da área urbana do município”, assegura Hugo Aquino.




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