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Memória de Santarém: contrabando, primeiro navio vapor e estrada de Curuá-Una

Lúcio Flávio Pinto - 23/12/2023

Créditos: Arquivo

 

 

Congregação do contrabando.


Em 1923 foi criada a Associação do Comércio de Santarém. Seu presidente era Jacob Joaquim Alho. Integravam a diretoria: Carlos Marques Pinto (vice-presidente), Emanuel Gonçalves (1º secretário), Octávio Sirotheau (2º secretário), Joaquim Braga (tesoureiro), e Antônio Fernandes, Isaac Serruya e Pedro Ayres da Silveira (comissão fiscal).


A primeira iniciativa da associação foi afirmar que “não se cogitou nem tão pouco se cogitará em desobedecer às leis do fisco e sim defender os nossos direitos quando estes sejam conspurcados”. Assim, rejeitava a acusação de ser uma “Congregação do Contrabando”.

 


Primeiro navio a vapor


O primeiro navio a vapor construído na Amazônia foi feito em Santarém. Chamava-se Taperinha, Era todo em itaúba, movido a hélice. Media 106 palmos de comprimento, 28 de boca e 16 de pontal. Foi lançado à água em 1871.

 


Estrada para Curuá-Una


Em dezembro de 1923, a prefeitura iniciou a construção de uma estrada ligando Santarém às regiões do Muru e Curuá-Una, com extensão de 54 quilômetros e 10 metros de largura, dando acesso a terras férteis, para as quais poderiam ser transferidos os agricultores das várzeas inundáveis. À frente da obra estava o engenheiro Caribé da Rocha.

 


Profissões sob licença


Estavam sujeitas a pagar suas matrículas e licenças anuais no município os vendedores de leite, empregados de padarias, talhadores de carne verde, proprietários de carroças de carga, de carros de água e de canoas para venda a bordo.

 


De novo na escuridão


Em janeiro de 1924, a usina de energia tinha apenas alguns dias de funcionamento quando explodiu um dos cilindros do gerador, gerando um incêndio, que interrompeu a geração de luz. Como a peça era cara, os sofredores santarenos previam mais um longo tempo de escuridão na cidade. Com reparos emergenciais, parte da iluminação pública poderia ser restabelecida, mas não poderia voltar a luz nas casas.

 

Devolver a lâmpada


Através de uma nota na imprensa, Manoel Campelo de Miranda pediu “ao cavalheiro que por mera brincadeira levou a sua lâmpada elétrica portátil” do baile realizado na sede do Tapajós Club, “mandar deixa-la com urgência em sua residência, visto ser indispensável ao serviço do cargo que exerce”.

 

 

 

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