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Estrangeiros donos da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira

Lúcio Flávio Pinto - 21/09/2023

Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia - Créditos: Arquivo

Com a privatização da Eletrobrás no ano passado, a quarta maior hidrelétrica do país se tornou uma empresa totalmente privada e sob controle estrangeiro. Talvez isso explique por que foi muito discreta a chegada dos 10 anos de funcionamento da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia.

 

Quando foi acionada a primeira das 50 turbinas instaladas na usina, em 6 de setembro de 2013 (depois de cinco anos de construção), Jirau era a quarta maior hidrelétrica do Brasil. Com potência de 3.750 megawatts, ela podia atender 2,6% do consumo de eletricidade do país. Sua capacidade instalada, de 3.750 megawatts, representava 3,4% das usinas hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional.

 

Apesar dessas grandezas, uma novidade trazida por Jirau foi usar não turbinas verticais, que exigem maiores quedas e maior volume de água para gerar mais energia. As turbinas da usina são horizontais, a “fio d’água”, Por isso, o reservatório tem 258 quilômetros quadrados, bem inferior à média de alagamento da maioria das usinas nacionais. O lago de Tucuruí, a maior usina inteiramente nacional, possui três mil quilômetros quadrados para 8,2 mil MW de potência.

 

Só agora, depois de 10 anos de operação comercial, Jirau começou a dar lucro aos seus acionistas: Eletrobras/ Eletrosul com 20%; Eletrobras/Chesf com 20%, a japonesa Mitsui com 20% e a franco-belga Engie Brasil Participações, com 40%.




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