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Memória de Santarém: A Cidade em 1949

Lúcio Flávio Pinto - 30/07/2023

Turma de datilografia Anita Campos formada em 1952 - Créditos: Créditos: Livro Memória de Santarém/Editora O Estado do Tapajós

 

O delegado de polícia, capitão Antônio Eutrópio de Souza, baixou portaria, em julho de 1949, com as seguintes determinações:

I – É terminantemente proibido:
a) Correr com os veículos (automóveis, caminhões, ônibus, etc.) além de 30 quilômetros à hora nas ruas principais da cidade;
b) Cavalgar cavaleiros em animais com excessiva velocidade (equipar e galopar) nas ruas principais da cidade;
c) Trafegar homens e meninos pendurados nas partes externas dos veículos.
II – Nas infrações de que determina as disposições constantes da letras A, B e C do item I, serão aplicadas multas de Cr$ 300,00 a Cr$ 500,00, a critério desta Delegacia.
III – Com referência a menores, ficam responsáveis pelas infrações os pais, tutores, etc.

 

Hipoteca da Caixa
 

Os primeiros empréstimos hipotecários da Caixa Econômica Federal em Santarém foram concedidos a Hito de Vasconcelos Braga, Joaquim Dias Alho, Wilson Dias da Fonseca e Moisés Diniz D’Aquino, em 1949. Os empréstimos somaram 300 mil cruzeiros. A Caixa fazia campanha de captação de recursos prometendo aos depositantes juros de 5% ao ano.
 

Peixe caro
 

Um operário ganhava diária de 20 cruzeiros em Santarém, em 1952. Um tambaqui de três quilos chegava a 45 cruzeiros. Mesmo pescada, filhote e dourada, de menor valor, não saíam por menos de oito cruzeiros o quilo. Esses preços, dizia O Baixo-Amazonas, eram o produto tanto da “ganância desenfreada” quanto da ação dos “atravessadores”, que acarretavam “mais dissabores à pobreza, sem que a polícia e a fiscalização municipa l tomem nenhuma providência em defesa da população”.


Observava o jornal: “É deveras contristador o quadro que deparamos diariamente, no mercado e nos pontos mais movimentados do nosso litoral, quando o povo se vê, indefeso, vítima da ambição de pescadores desumanos e atravessadores inescrupulosos”. Cobrava do administrador do mercado e dos fiscais da prefeitura que levassem aos seus superiores “um retrato fiel da situação, para que a tabela do pescado seja cumprida, deixando de ser, como vem sendo, um mero papel decorativo”.
 

Os datilógrafos
 

Solenidade de formatura de datilógrafos constituía acontecimento importante numa cidade com poucas alternativas de qualificação profissional, como ainda era Santarém, em 1952, quando a Escola Pratt, da professora Anita Fonseca de Campos, colocou no mercado mais uma turma de concluintes do seu curso. Receberam seus diplomas 25 pessoas plenamente habilitadas a manejar as teclas de uma máquina de escrever, ainda na era das máquinas mecânicas, antes do surgimento dos equipamentos elétricos. Os formados poderiam ingressar na vida prática “com esse conhecimento tão proveitoso em todos os setores de atividade”.
 

Daí porque estiveram presentes à cerimônia de diplomação as mais importantes autoridades do município, como o prefeito Santino Sirotheau Corrêa, e o bispo, dom Floriano Lowenau, patrono da turma, e os dirigentes da escola: além da diretora, a secretária, Beatrice Dias Campos, a examinadora, Ana Zulmira Mota, e o fiscal da Casa Pratt, Wilson Dias da Fonseca.
 

A praia preferida em 1954
 

No tórrido verão de 1954 em Santarém a praia preferida, dentre muitas - e maravilhosas - que se ofereciam na orla da cidade e às suas proximidades, foi a da Maria José. “Para lá se dirige verdadeira multidão de ‘brotos’ que, a pretexto de se submeterem à héliopigmentação, exibem suas plásticas sensacionais, deixando muita gente com água na boca”, registrou o cronista de O Baixo-Amazonas, com requintes cientificistas.

 

 

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