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Belo Monte: 10 anos de proteção federal

Lúcio Flávio Pinto - 05/06/2023

A Força Nacional de Segurança Pública vai permanecer por pelo menos mais 90 dias na área de influência da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. A prorrogação foi determinada por Flávio Dino, ministro Justiça e Segurança Pública do governo Lula, atendendo a pedido do Ministério de Minas e Energia. Renova portaria baixada no ano passado pelo governo Bolsonaro, que, por sua vez, vinha confirmando a permanência no local da tropa. A força nacional chegou à usina, a maior do país e das maiores do mundo, em 2013, no governo Dilma Rousseff.

 

Tanto nos dois governos do PT quanto no de Michel Temer e no de Jair Bolsonaro o objetivo que mantém os militares na área, já por 10 anos, é sempre o mesmo: “garantir a incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública nos locais em que se desenvolvem os trabalhos de desmontagem das estruturas dos canteiros de obras, a recuperação de áreas degradadas, os serviços e demais atividades relacionadas ao Ministério de Minas e Energia, na região”.

 

A hidrelétrica é administrada por um consórcio de empresas privadas e de direito privado, sob regime de concessão pública. Bateu o recorde de permanência de guarda pública, como se fosse segurança particular. Está em operação comercial há sete anos. Dilma Rousseff foi quem a inaugurou, em abril de 2016, antes de ser afastada por impeachment da presidência da república. Foi na gestão dela também que as obras de construção começaram. O leilão foi realizado em 2010, dois meses antes de Lula lhe passar o cargo.




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