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Nilson Gabas é diretor do Museu Goeldi pela 3ª vez

Lúcio Flávio Pinto - 24/02/2023

Nilson Gabas Jr., novo diretor do Museu Emílio Goeldi, com sede em Belém - Créditos: Divulgação

O pesquisador Nilson Gabas Júnior foi indicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para o cargo de diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi. Seu nome compõe a lista tríplice elaborada pelo comitê de busca em consulta à comunidade científica. A nomeação deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União.

 

Pesquisador titular do Museu Goeldi, Gabas dirigiu a instituição por dois mandatos consecutivos, entre 2009 e 2018. Antes, foi coordenador de pesquisa e pós-graduação.

 

Membro da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), Nilson Gabas Júnior atua em diversos conselhos e entidades ligadas à biodiversidade. Possui doutorado em Linguística Indígena pela Universidade da Califórnia e pós-doutorado na Universidade de Antuérpia e na Universidade de Oregon.

 

O Museu Paraense Emílio Goeldi é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação localizada em Belém, no Pará.  Fundado em 1866, suas atividades concentram-se no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimentos e acervos relacionados à região.

 

Uma de suas bases científicas é o Parque Zoobotânico, que possui uma área de 5,4 hectares no centro urbano de Belém. Fundado em 1895, o Parque Zoobotânico do Goeldi é o mais antigo do Brasil. Além de abrigar uma significativa mostra da fauna e flora amazônicas, é o principal local das atividades educativas da instituição, funcionando como um laboratório para aulas práticas. Recebe anualmente cerca de 400 mil visitantes.

 

(Fonte: Assessoria do MCTI)

 

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Suíte é uma expressão do linguajar das redações. Ou era. Ou devia ser. Define a continuidade no acompanhamento de acontecimentos que se desdobram ao longo do tempo. Sem as suítes, a imprensa vira um boletim anódino, prisioneira de um cotidiano efêmero. Deixa de seguir esse dia a dia até que ele se consolida e vira história. É a contribuição maior do jornalismo. Ou daquilo que entendíamos como o melhor do jornalismo: seu fôlego para ir além e mais fundo do que emerge à superfície das aparências. O grito de guerra do Repórter Esso na era do rádio. Sem que o noticioso cumprisse realmente o seu desafio.

Nenhum dos dois jornais diários do Pará noticiou, hoje, a escolha do novo diretor do Museu Goeldi pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação. É um assunto importante. Afinal, o Goeldi é a mais antiga instituição de pesquisa científica da Amazônia e das mais importantes do país. Desfruta de conceito internacional. A atual sucessão é a mais problemática que se conhece. Diário do Pará e O Liberal fraudam os seus leitores ao privá-los dessa informação.

Talvez haja uma relação causal entre o fato de que só este blog registrou a notícia e a omissão da grande imprensa. O que sai aqui não pode sair nos dois jornalões. Entre os acordos que firmaram, como o apoio do jornal dos Maiorana aos Barbalho e a retribuição destes com dinheiro público para o caixa da empresa dos antigos inimigos, está o de considerar inexistente este blog, que os incomoda ao criticá-los.

É por isso que temas de relevância são ignorados, como, por exemplo, o Pet-Scan encaixotado há mais de quatro anos no hospital Ophir Loyola, que é referência no tratamento do câncer. Há numerosos outros exemplos. Às vezes o assunto aqui revelado acaba, após vários dias de silêncio obsequioso, a ser incorporado por um dos dois jornais (sem citar a fonte, evidentemente). Como o empréstimo de 103 milhões de reais que o Banco da Amazônia concedeu à Lojas Americanas, a menos de dois meses do estouro da monumental dívida da companhia.

Uma semana depois, O Liberal deu manchete à reação ao negócio de pequenos empresários, cuja repercussão o jornal induziu, para forçar o banco a emitir uma nota, após a qual o silêncio voltou à folha dos Maiorana, sabe-se lá por quantos mil motivos. Mas não devido ao compromisso editorial com a suíte jornalística. Pelo contrário: é informação que convém manter à distância da opinião pública.




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