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Energia da Amazônia para quem mais a consome

Portal OESTADONET - 04/01/2023

Créditos: Imagem ilustrativa

A previsão de investimentos na infraestrutura do setor elétrico nos próximos anos vai dar um salto: de 24 bilhões de reais entre 2023 e 2027 para R$ 61 bilhões até 2026. De uma média de menos de R$ 5 bilhões para quase R$ 15 bilhões ao ano.

 

Do total previsto, cerca de R$ 55,7 bilhões seriam destinados a novas obras, sobretudo à ampliação da capacidade de escoamento, garantindo a redistribuição de excedentes gerados de energia, segundo a revisão dos cálculos, que o ONS apresentará nesta semana, numa das primeiras revisões do governo Lula.

 

A principal dessas novas linhas de transmissão é a que interliga as subestações de Estreito, em Minas Gerais, e Cachoeira Paulista, em São Paulo. Incluindo outras linhas menores, o custo total é de R$ 1,44 bilhão. A obra foi a maior realizada pelo grupo EDP na área de transmissão. Dos 29 mercados em que a companhia atua, o Brasil, o segundo maior, e é o único em que investe em transmissão. A China Three Gorges é a maior acionista da EDP com 19% do seu capital.

 

Até 2025, dependendo dos lotes que conseguir arrematar, a EDP espera investir pelo menos mais R$ 1 bilhão. Essa expansão segue uma diretriz: transportar a energia renovável das regiões geradoras para as que mais consomem.

 

A principal fonte dessa energia é o complexo hidrelétrico do rio Madeira, em Rondônia, integrado pelas usinas de Santo Antônio e Jirau, terceira e quarta maiores hidrelétricas brasileiras. Elas transmitem o equivalente a quase 10% da potência de energia do país para a região sul, podendo suprir de 60 a 80 milhões de habitantes quando na sua plenitude.

 

A linha entre Estreito e Cachoeira Paulista faz parte de um sistema, dos maiores do mundo, com 2,7 mil quilômetros de extensão, até o interior de São Paulo e do Rio de Janeiro. Só as hidrelétricas custaram 40 bilhões de reais.

 

A empresa promete manter um padrão de excelência na execução de obras, com entregas antecipadas frente aos cronogramas regulatórios, e contribuindo para a geração de empregos e o reforço da infraestrutura energética nacional.

 

Desde 2017, a EDP investiu R$ 4,7 bilhões em projetos de transmissão em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Espírito Santo, Acre e Rondônia. Todas as obras até agora foram concluídas antes do prazo.

 

No final do ano, a EDP arrematou o lote 2 no leilão de transmissão realizado no ano passado pela Aneel, com proposta de receita anual permitida de R$ 24,9 milhões para a construção de 188 quilômetros de redes de transmissão que ligarão as cidades de Porto Velho e Abunã, em Rondônia.

 

Ele se conectará com o lote 1, também em Rondônia, arrematado pela EDP em leilão de 2021, que inclui a implantação de 350 quilômetros de redes de transmissão (em licenciamento), além da subestação Tucumã e do seccionamento da linha de transmissão Abunã-Rio Branco, já em construção. Os investimentos previstos são de R$ 483 milhões.

 

À frente de todo esse complexo conjunto, a multinacional chinesa, dona da maior hidrelétrica do Planeta, das Três Gargantas, no rio Yangtzé. Um novo capítulo na história da energia na Amazônia, com o mesmo objetivo: mantê-la como província mineral a serviço de novos clientes.

(Publicado no site Amazônia Real)




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