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Mineradora que explora bauxita amplia presença de mulheres engenheiras

PORTAL OESTADONET, com informações da Temple - 23/06/2022

Engenheira Júlia Gabriela, da MRN - Créditos: Divulgação

Nos últimos dois anos, a Mineração Rio do Norte(MRN), mineradora de bauxita localizada em Porto Trombetas, oeste do Pará,  ampliou de 6,6% para 9,2% a participação de mulheres, em todas as áreas, inclusive na Engenharia.

 

Em celebração ao Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, comemorado nesta quinta-feira, 23 de junho, a empresa evidencia histórias de engenheiras que atuam na mineração e contribuem para que mais profissionais ganhem espaço.

 

Quando Julia Gabriela da Silva entrou na faculdade de Engenharia Mecânica, em 2019, inspirada pelo seu tio e pela curiosidade em descobrir como objetos, máquinas e veículos funcionavam, dos 30 alunos da turma, apenas cinco eram mulheres. “Sempre percebi como a presença masculina é mais forte na área, mas vejo que estamos avançando. Fui a primeira engenheira dentro da Gerência de Obras na MRN e conquistei isso em menos de dois anos. Há uma cultura de inclusão e incentivo para que as mulheres também cresçam na empresa”, ressalta a profissional, que atua na Gerência de Projetos e Obras da MRN.

 

Para ela ainda é um desafio se tornar líder e gestora na indústria, em particular nos segmentos da construção, obras e mineração. Julia Gabriela, no entanto, acredita que no mundo corporativo como um todo este cenário está mudando. “As pessoas não estão acostumadas a ver mulheres como líderes de projetos, no chão da fábrica, direcionando muitas pessoas. Temos que propagar essa mudança de visão sobre a posição da mulher e o espaço ou cargo que ela ocupa, além de evidenciar suas competências e habilidades”, enfatiza a profissional, que também é especialista em Gestão de Projetos.

 

Lorena Ávila, engenheira de Produção com especialização em tratamento de minérios,  a inspiração para seguir na área começou ainda na sua atuação como jovem aprendiz, no mundo corporativo e no setor de produção. Há mais de 10 anos na área de processamento mineral e recém-contratada da MRN, ela presta suporte técnico à Planta de Beneficiamento da empresa. “Nós, engenheiras, temos vencido diversos desafios, e, hoje, percebemos que há uma evolução e quebra de estereótipos, o que há 10 anos eu não conseguia observar. A percepção feminina contribui muito para a Engenharia, seja na organização e adaptabilidade às abordagens mais humanizadas e aconselhadoras, qualidades que vão muito além da técnica e faz diferença na entrega final”, pontua a profissional.

 

“Já tive outras gestoras mulheres e, atualmente, na MRN minha gestora é mulher e é uma inspiração para mim. Isso nos motiva e, até mesmo, facilita a gestão e a prática no dia a dia de trabalho. Uma troca de aprendizado e experiência que nos inspira. É muito bom ver mulheres líderes e gestoras, nos mostra que qualquer uma de nós pode alcançar isso”, acrescenta Lorena, que trabalha no Departamento de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da MRN.




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