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‘A imagem do Brasil não está boa por aqui’, diz Helder Barbalho, após participar de evento na Suíça

O Liberal - 27/05/2022

Governador Helder Barbalho em Davos, na Suiça - Créditos: Agência Pará/Divulgação

Após se reunir com investidores internacionais durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, nesta semana, o governador do Pará Helder Barbalho afirmou que “o Brasil está sendo visto com desconfiança”, no exterior, em razão da atual política de gestão ambiental. “Se a gente não reagir, haverá restrições e embargos a produtos brasileiros. A imagem do Brasil não está boa por aqui”, declarou, em entrevista ao jornalista Gerson Camarotti, do G1 Nacional.

 

Nos últimos dias, além dos encontros com investidores, Helder participou de um painel com o presidente da Colômbia, Iván Duque, sobre a situação da região amazônica na América do Sul.

 

Para a governador, "a instabilidade política no país é tamanha” que tem gerado muita preocupação internacional. De acordo com Camarotti, Helder se referia às ameaças feitas pelo presidente Jair Bolsonaro ao processo eleitoral brasileiro.

 

O governador afirmou também que há questionamentos se o compromisso assumido pelo Brasil com as metas estabelecidas pela COP-26 será cumprido. “O problema é saber se os compromissos assinados serão revertidos em ações concretas — e se isso será revertido em entrega”.

 

Durante o evento, Helder Barbalho apresentou as ações do Estado relacionadas ao meio ambiente, como o programa de rastreabilidade do gado para dar um selo verde à carne exportada pelo estado.

 

“É preciso ter um cuidado com a possibilidade de embargo internacional com a carne produzida na Amazônia. Por isso, criamos uma rastreabilidade para a propriedade sustentável”, declarou.

 

Ele também apresentou o plano Amazônia Agora, que conta com sete eixos de atuação, dos quais quatro são principais e envolvem atividades de fiscalização e licenciamento (“Comando e Controle”); ordenamento territorial; desenvolvimento socioeconômico de baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE); e financiamento ambiental de longo alcance. O plano também tem como objetivo central levar o Pará à neutralidade climática na área de “uso da terra e florestas” antes de 2036. 

 

“Preciso desmatar alguma coisa para ser o maior produtor do Brasil? Tenho que mudar a lógica para a aumentar a produtividade das áreas já existentes e com isso preservar a floresta”, concluiu.




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