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A China e nós

Lúcio Flávio Pinto - 28/09/2020

Mina de carvão na China/Arquivo - Créditos: Diário de Pernambuco

A última estatísticas que consultei registrava a média de 20 mil mortes por ano nas minas de carvão da China, que estão entre as mais perigosas do mundo. No ano passado, uma explosão matou 15 operários na província de Shanxi, no norte. Meses antes, um desabamento na mesma região deixou mais de 20 mortos.

 

É o preço terrível que o país paga por depender dessa fonte de energia. Hoje, chega a notícia de que pelo menos 16 pessoas morreram em uma mina de carvão em Chongqing, na região sudoeste. Segundo a agência oficial, o nível de monóxido de carbono dentro da mina, que pertence a uma empresa local de energia, era excessivo. Dos 17 trabalhadores que ficaram presos dentro dela, apenas um sobreviveu; ele foi encaminhado para o hospital.

 

Para modificar a sua matriz energética, a China construiu – a um alto preço ecológico, social e cultural – a maior hidrelétrica do mundo, de Três Gargantas, no rio Yangtzé. Também passou a controlar com mais rigor a poluição, que cobre a maior parte das suas grandes cidades. Outra iniciativa tem sido transferir atividades que demandam volumes maiores de energia, livrando-se da atividade primária e se especializando na produção mais sofisticada. Daí o seu interesse pelo Brasil em geral, pelo Pará em particular e a concentração em Carajás.

 

Eles já nos descobriram. Nós, ao que parece, ainda não.




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