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Bolsonaro: o mau combate

Lúcio Flávio Pinto - 07/07/2020

Não tem jeito: Jair Messias Bolsonaro é um defensor e propagandista das causas ruins, tanto como cidadão quanto como presidente da república. Acometido pelo coronavírus, ele se assumiu como bandeira de tudo que sustentou desde a sua primeira manifestação sobre a doença, que classificou como gripezinha ou resfriadinho, e ideias fixas e imutáveis, embora sem qualquer fundamento científico.

 

Sua tábua das verdades proclama: a imunidade dos jovens ao vírus da covid-19 é quase 100%; só os maiores de 65% estão na faixa de risco; o isolamento social, o uso de máscara de proteção e o combate à aglomeração social são meios secundários; a eficácia deriva é mesmo do uso de hidroxicloroquina e anzitromicina; os dois medicamentos devem ter tomados preventivamente, antes mesmo de confirmada a contaminação, porque aliviam os efeitos da doença, como aconteceu com ele, que com dois comprimidos apenas já vende saúde e só não foi caminhar para não contrariar os médicos.

 

Qualquer cidadão medianamente informado, cioso de sua responsabilidade social, valorizando a própria vida e a dos demais, incluindo parentes e amigos, ao ser informado de estar confirmado como doente da covid trata de se resguardar, se poupar pelos dias seguintes, evitar a proximidade de pessoas às quais possa transmitir o vírus e não alardear convicções sem sustentação em processos demonstrativos próprios da ciência. Esse cidadão não só não agiria como Bolsonaro como, acompanhando seu comportamento absurdo, tem o dever de repudiar o presidente da república.




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