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Falsos pastores

Lúcio Flávio Pinto - 23/03/2020

Silas Malafaia - Créditos: El País

O juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª vara da Fazenda Pública de São Paulo, deu a devida resposta ao dito pastor Silas Malafaia, dono da igreja pentecostal Assembleia de Deus Vitoria em Cristo. Aconselhado a fechar o templo, ele disse que não o faria; só se a justiça mandasse. E a justiça mandou o governo paulista chamar o dito pastor à ordem e ao bom senso (lucidez seria impossível), fechando sua igreja.

 

Talvez atitudes intolerantes, fanáticas e irracionais que pessoas públicas tomarem neste momento podem ter a função de levar as pessoas a olhar por outro prisma esses vendedores de ilusões, muitos deles oportunistas, nada mais do que comerciantes da fé, oferecida como mercadoria em suas vitrines. Como o dito bispo Edir Macedo, que classificou a pandemia de obra de satanás.

 

Ao invés de se submeterem à evidência de que uma das formas mais eficazes contra a contaminação e propagação do vírus, que é o isolamento social e a fuga de ajuntamentos, o que interessa a esses ditos pastores é manter o seu negócio funcionando, com a renovação da mística que inoculam nos seus rebanhos e do recolhimento das suas contribuições.




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