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Vale não é mais a lider mundial em produção de minério de ferro

Lúcio Flávio Pinto - 13/02/2020

A anglo-australiana Rio Tinto Zinc passou à liderança na exploração do minério de ferro -

Por volume produzido, a mineradora Vale perdeu, pelo menos temporariamente, o posto de maior produtora global de minério de ferro, segundo a agência britânica Reuters anuncia. A anglo-australiana Rio Tinto Zinc passou à liderança.

 

A empresa brasileira produziu 302 milhões de toneladas de minério de ferro em 2019, 21,5% menos do que no ano anterior, principalmente por causa de paralisações em Minas Gerais, depois da ruptura da barragem de Brumadinho, no ano passado.

 

A produção de minério de ferro da Rio Tinto no quarto trimestre somou 84 milhões de toneladas, o que resultou em uma extração anual de 327 milhões de toneladas, patamar próximo dos embarques realizados pela anglo-australiana.

 

Antes do desastre, a Vale planejava chegar a 400 milhões de toneladas, volume que, agora, só poderá ser atingido em 2022. Além do reflexo sobre a produção, a Vale ainda terá que provisionar 671 milhões de dólares do seu faturamento no quarto trimestre de 2019 para descaracterizar as barragens consideradas de alto risco. Outro fator que afetou o desempenho foi a sazonalidade climática mais forte do que o normal no primeiro semestre, informou a companhia.

 

O impacto só não foi maior porque a produção de minério de ferro em Carajás, especialmente na nova mina, do S11D, compensou a redução em Minas Gerais. A previsão para a produção de finos de minério de ferro neste ano permanece no intervalo entre 340 milhões e 355 milhões de toneladas.

 

O S11D, segundo o relatório da Vale, deverá contribuir com o volume total de 90 milhões de toneladas de minério de ferro de alta qualidade e baixo custo em 2020. Em 2019, a mina produziu 73,37 milhões de toneladas, avanço de 26,4% em relação ao ano anterior.

 

Analistas internacionais se mostraram otimistas e confiantes na recuperação da posição da Vale, por acreditar que a companhia deixou para trás grande parte da incerteza após o rompimento da barragem no ano passado, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A valoração do preço se destacou mais do que a perda de volume físico de produção.




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