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Como saber que tipo de dados pessoais podem ser acessados pela internet

Portal OESTADONET - 21/01/2020

A internet é uma das invenções mais importantes que já existiram. Através dela, pessoas de todo o mundo podem estar conectadas, se comunicar, trabalhar, estudar e ter acesso a um imenso volume de informações.

 

Ao mesmo tempo em que é uma fonte absurda de dados dos mais variados tipos, isso também contempla os dados pessoais, inclusive nossos, que podem estar em algum lugar da rede, mas você sabe quais são eles?

 

Vamos entender mais sobre este assunto, o que ajudará na conscientização sobre a segurança na internet.

 

O que são dados pessoais?

 

São quaisquer dados e informações sobre uma determinada pessoa, ou seja, que sirva para identificá-la de alguma forma, do nome ao gênero e ao salário que recebe em uma empresa, por exemplo.

 

É comum relacionar os dados pessoais a informações mais particulares, como local de trabalho, preferências em relação a variados assuntos e quem são as pessoas que amamos, mas, via de regra, se pode ajudar a identificar alguém, então pode ser considerado como dado pessoal.

 

Quais dados pessoais podem ser acessados pela internet?

 

Dizer que são todos poderia ser genérico demais, mas é quase isso. Dados são coletados de várias fontes, muito além do que podemos imaginar em um primeiro momento.

 

Quando se fala sobre a coleta de dados, podemos pensar naqueles que são utilizados quando nos cadastramos em um site, rede social ou newsletter, como nome, e-mail, telefone e idade. Tudo isso de fato pode ser coletado, mas não para por aí.

 

Informações mais sensíveis, como endereço, número do cartão de crédito, CPF e RG, que costumam ser solicitadas em sites de compras online, também podem ser coletadas, geralmente por criminosos virtuais. Porém, o assunto ainda vai além.

 

Basicamente, toda interação de um usuário com a internet se transforma em alguma forma de dados, os quais podem ser utilizados para variados fins, inclusive para o enriquecimento de empresas que nem sempre sabemos que existem.

 

Posts em redes sociais, dados de localização e termos de pesquisa também são dados valiosos para algumas empresas, como aquelas que querem planejar seus produtos e serviços de acordo com o que os potenciais usuários desejam.

 

É engraçado dizer, mas até a forma com que digitamos, deslizamos o dedo e tocamos na tela do celular se converte em dados relevantes para bancos, os quais estudam os movimentos dos usuários enquanto usam sites e aplicativos para conseguir identificar quando um farsante se passa por um dos clientes, apenas pela maneira de usar o dispositivo.

 

Os sensores dos smartphones ou códigos em sites da internet podem coletar vários pontos de dados, chamados de biometria comportamental, para ajudar a provar se o usuário realmente é quem alega ser.

 

Basicamente, tudo o que enviado pela internet, por mais simples que pareça ou ainda que isso aconteça sem nos darmos conta, se transforma em dados pelos quais pode haver pessoas e/ou empresas interessadas.

 

É importante ressaltar que desde a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP), a coleta de dados pessoais deve ser notificada aos usuários, que podem autorizar ou não o procedimento. Seu objetivo é justamente o de aumentar a segurança dos dados, tanto na internet quanto fora dela.

 

Como os dados podem ser utilizados?

 

De muitas formas. Uma empresa pode coletar dados de geolocalização para saber qual é a melhor região para abrir um comércio e, então, atingir um maior número de potenciais clientes, o que consequentemente ajudaria em seu faturamento.

 

Empresas da área da saúde podem coletar dados de relógios e pulseiras inteligentes para entender o perfil dos usuários e, então, sugerir a realização de consultas para averiguar melhor suas condições.

 

As pesquisas feitas na internet são aproveitadas por perfis e páginas nas redes sociais, que oferecerão conteúdos relacionados ao tema e, assim, aumentarão o engajamento de seus usuários.

 

Os aplicativos de GPS, por sua vez, coletam os dados de geolocalização dos usuários para saber como está o trânsito e, então, oferecer as melhores rotas a quem o estiver utilizando.

 

Aplicações não faltam e esses são apenas alguns exemplos entre inúmeros outros que podem ser acessados.

 

O que fazer para se proteger?

 

Todo cuidado é necessário para não disponibilizar informações sensíveis por meio das redes sociais, uma grande fonte de dados atualmente. Além disso, suas senhas de acesso a sites e aplicativos devem ser fortes, com letras maiúsculas e minúsculas, símbolos e números.

 

Sites estranhos não devem ser acessados, e caso receba algum e-mail ou mensagem que julgue diferente do habitual, também não abra, já que ela pode ter algum vírus ou arquivo malicioso.

 

A inteligência cibernética está aí para facilitar nossos processos que, anteriormente a este universo, eram muito mais difíceis, e cabe a nós saber utilizá-la. Afinal, o volume de dados na internet só tem a aumentar com o passar do tempo




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