banpara LCI julho 2024


Fruticultores e beneficiadores de polpa de frutas reclamam de efeito do uso de agrotóxicos em lavoura de soja no planalto santareno

Weldon Luciano - 03/06/2019

Jonas Bezerra, proprietário da empresa JL Polpas. -

Os produtores de polpas da região tem cobrado maior atuação da Agencia de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e dos órgãos de vigilância sanitária municipal para que atuem na fiscalização para combater a comercialização de produtos sem procedência. Outra questão levantada pelos produtores foi a utilização indiscriminada de agrotóxicos nas plantações de soja, o que vem causando para alguns agricultores a perda de produtos ou até mesmo o abandono daquela área por conta da contaminação.

 

“Pode estar havendo aplicação dos agrotóxico em horário inadequado e o vento tem levado esse produto por longas distâncias, o que tem feito pessoas abandoarem suas terras e virem para cidade por ficarem impedidas de produzir", denunciou Jonas Bezerra, proprietário da empresa JL Polpas, durante reunião do Grupo de Gestão Integrada-CGI, no auditório do CIAM,em Santarém, na última quarta-feira.

 

“Vemos a necessidade de ter um controle maior porque existe um investimento significativo que cada empresário em setor faz e temos concorrência desleal com preços que estão abaixo da tabela. Uma fiscalização maior da Adepará e do poder municipal é a melhor forma de garantia ao cliente”, ressaltou Jonas Bezerra.

 

Segundo o empresário, quem produz polpa fora do padrões exigidos pela vigilância sanitária acaba tendo menos custos e consegue lançar no mercado um produto bem mais barato, promovendo uma concorrência desleal com produtores que seguem os padrões. Em muito caso a diferença chega ser de 50%. “Existe uma diferença bem grande. Por exemplo, a gente vende um unidade de polpa a R$ 4 enquanto aquele que não cumprem nenhuma exigência do órgão de vigilância vendem o mesmo produto a R$ 2,50”, relata Jonas.

 

Exportação de polpa

 

Atualmente, a produção de polpa de frutas na região atinge a marca estimada de 65 toneladas por mês, com sabores variados. A expectativa é aumentar essa capacidade para algo em torno de 150 toneladas. Acerola, Cupuaçu, Goiaba e Taperebá correspondem a 70% da produção total que abastecem um mercado regional, que inclui cidade da calha norte no Pará, além de alguma capitai como Belém, Macapá e Manaus 




  • Imprimir
  • E-mail