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Campanha de vacinação contra a Aftosa: Baixo Amazonas busca atingir 100% da meta de cobertura vacinal do rebanho

Weldon Luciano - 22/05/2019

Israel Oliveira, técnico da Adepará -

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) segue com a campanha de vacinação que iniciou no dia 1 de maio e vai até o dia 30. A estimativa é de que o rebanho seja composto por 130 mil cabeças só em Santarém e a meta da região Baixo Amazonas é superar a marca atingida em 2019, que foi de 98,9%, aproximando-se dos 100%. O Alto índice vacinal é um do pré-requisitos para garantir que o Pará seja certificado com um do Estados livre da doença em a vacinação até 2023.

“Mesmo com todas as adversidades hidroviárias envolvem as grandes distâncias a serem percorridas pelos rios, por exemplo, a gente sempre tem batidos as metas e acima da expectativa. Na última campanha, atingimos o índice de 98,9% de índice vacinal e isso é considerado excelente. Esperamos alcançar uma meta ainda maior nessa campanha”, diz Israel Oliveira, veterinário da Adepará em Santarém.

Israel avalia também que o Baixo Amazonas vem correspondendo ao que vem exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que garantir a mudança de status. No processo que vem sendo adotado gradualmente com a redução da quantidade de faixas etárias do rebanho ou na quantidade da dosagem aplicada em cada animal. Na atual campanha são necessários apenas 2 ml do medicamento e não mais os 5 ml de anos anteriores.

“Existem pré-requisitos que o ministério costuma solicitar da agencia de defesa agropecuária. As recomendações já são uma prerrogativa há muitos anos e ela sempre vai progredindo. Estamos na fase para tentar ficar livre de febre aftosa sem vacinação. Além da vacinação, a gente ressalta também a importância da notificação.  O produtor rural tem que procurar o escritório da Adepará para notificar”.

Mudança de Status

A comissão organizadora do I Fórum Estadual do Plano Estratégico ao Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA) definir para o dia 25 de junho, a apresentação o plano estratégico paraense para a transição do status sanitário de zona livre da febre aftosa com vacinação para zona livre sem vacinação. O Pará pertence ao segundo dos cinco blocos em que o país foi dividido para conduzir o processo de transição, junto com Amazonas, Amapá e Roraima.

A última vacinação do gado contra a febre aftosa será em maio de 2020 e após a suspensão da vacina, o Estado ficará sob vigilância epidemiológica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O Brasil deverá ser considerado país livre de febre aftosa pela Organização Mundial de Saúde Animal, até 2023. O Pará tem o quarto maior rebanho bovino brasileiro, com 21,5 milhões de cabeças e o primeiro bubalino com 542 mil animais.

“Os produtores rurais já sentem a necessidade dessa mudança de status e a gente já vê o transito de animais entre Santarém e Rurópolis, Santarém e o Sul do Pará, ou para fora do estado. Isso significa também um aumento nas exportações para outros países como Israel, Venezuela e outros. O Pará vai pode alcançar novos mercados fornecendo carne de qualidade”, conclui Israel Oliveira.   

 


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