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Cadeias produtivas de óleos e cosméticos são focos da BioTec-Amazônia na região do Tapajós

Weldon Luciano - 06/04/2019

Professora Patrícia Chaves Oliveira, assessora técnica da Biotec-Amazônia -

As cadeias produtivas de óleos e cosméticos são focos das ações da BioTec-Amazônia na região do Tapajós. Segundo a assessora técnica, Patrícia Chaves de Oliveira, que esteve presente na reunião do Grupo de Gestão Integrada para o Desenvolvimento Regional Sustentável (GGI), ocorrida na quinta-feira, 4 de abril, para uma apresentação técnica. A pesquisadora aponta que as cadeias do cumaru, andiroba, buriti e tucumã podem gerar renda consolidando novos negócios, amparados por paramentos técnicos e científicos de laboratórios ligados ao mundo acadêmico.

 

 

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“Atuamos no sentido de prospectar laboratórios que trabalham com estas cadeias de óleos que existem na região amazônica e que são potenciais para verticalizar a produção deles. A Biotec prospecta laboratórios e empresas interessadas em fazer bionegócios, a partir de insumos da biodiversidade”, esclarece Patrícia.  

 

Bioeconomia no Tapajós

 

A consolidação de inovação tecnológica e articulação de redes de laboratórios podem consolidar Bioeconomia no Tapajós. Patrícia aponta que na região existem pelo menos 7 unidades de conservação estaduais e federais com um acervo da biodiversidade incalculável e que pode ser potencializado gerando emprego e renda, de maneira sustentável.

 

“O Tapajós é uma região riquíssima, não só pelas suas unidades de conservação estaduais ou federais, que possuem recursos de grandes biodiversidades. Neste contexto, temos uma universidade com laboratórios que podem desenvolver uma bioeconomia, ou seja, uma economia baseada nessa biodiversidade. Isto é muito valioso, pois o capital intelectual destes pesquisadores desenvolvem novos produtos”, ressaltou Patrícia.

 

Segundo a pesquisadora, atualmente, são 13 laboratórios ligados a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), com diversos professores devidamente qualificados a explorarem produtos ligados a floresta e ao extrativismo. É necessário fazer com que as experiências saiam do ambiente de ensino e pesquisa e passem a ser feitas em larga escala, visando necessidades do mercado.

 

“Eles já fazem isto em seus laboratórios de ensino e pesquisa, mas não produzem em larga escala, porque para isto eles precisam de uma estrutura baseada em mini usinas, plantas industriais. Neste sentido, a Biotec vem para unir a academia e empresas, além das comunidades para fazerem novos negócios”.


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