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Saques indevidos do seguro defeso atingem mais de 170 pescadores em Santarém, Curuá e Óbidos

Weldon Luciano - 02/04/2019

O saque indevido do seguro defeso já atinge mais de 170 casos em todo o Baixo Amazonas. Os dados foram extraídos de um levantamento feito pelo Portal OESTADONET junto às colônias de pescadores de Santarém, Curuá e Óbidos. Monte Alegre e Alenquer também confirmaram a existência de casos, mas não informaram ainda o quantitativo de pescadores que teria sido vítims da fraude. De acordo com as investigações da Polícia Federal, criminosos dos estados de Pernambuco, Ceará e Maranhão estariam conseguindo ter acesso à contas de pescadores da região e sacar quantias dos benefícios.

 

De acordo com a Colônia Z-20, Santarém lidera o ranking, com mais de 117 casos. Os relatórios apontam que durante a primeira denúncia, quando as lideranças e as autoridades passaram a ter conhecimento da situação haviam 83 pescadores afetados. Na segunda denúncia, outros 34 também procuraram a colônia para relatar a ausência de pagamento.

 

Em Curuá, a Colônia Z-66, que tem mais de 1200 pescadores que recebem o seguro, as lideranças também apontam a existência de casos. De acordo com o levantamento da entidade, em 2017 dois pecadores tiveram as 4 parcelas sacadas de uma só vez e as investigações apontam que o dinheiro foi retirado por uma pessoa em Barcarena e no outro caso, a retirada ocorreu no estado de Goiás.

 

Em 2019, segundo a direção, foram 50 casos entre os meses de janeiro e março. A maioria deles denunciou a retirada irregular de uma parcela, mas também houve casos em que até duas parcelas não chegaram nas mãos dos beneficiários.

 

Em Óbidos, a Colônia Z- 19, que possui cerca de 2.300 pescadores autorizados a receber o seguro, a direção registrou 6 denúncias. Um dos pescadores afetados relatou que não recebeu os meses de dezembro e janeiro e outros 5 relataram não terem recebido a parcela referente ao mês de março.

 

Ação de uma quadrilha

 

De acordo com uma fonte do Portal OESTADONET, as investigações apontam que uma quadrilha tenha conseguido uma segunda via do cartão ou da documentação dos pescadores locais e que tenha alterado os endereços para as áreas em que estão sendo sacados.

 

Os saques estão sendo feitos nos estados de Pernambuco, Ceará e Maranhão. Os casos são investigado pelas unidades da Polícia Federal neste locais. Mesmo o beneficiário sendo daqui, o inquérito vai para a delegacia onde foi sacado o benefício.

 

Após reuniões com a gerência da Caixa em Santarém, o Ministério da Economia foi notificado, ficou de apurar o caso e apontar uma solução. As lideranças não descartam a possibilidade de ingressar com uma ação judicial para garantir o ressarcimento dos pescadores vitimados.

 


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