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Atoleiros na BR163 causam prejuízo de R$ 600 milhões à safra, estima movimento Pró-logística

Weldon Luciano - 12/03/2019

Créditos: Chico da Boléia

O prejuízo causado à safra pode chegar a R$ 600 milhões. É o que aponta o Movimento Pró-Logística, composto por representantes dos variados setores produtivos do Mato Grosso e que utilizam o corredor da BR-163 para escoar seus produtos. As constantes chuvas e a falta de manutenção das vias deixam as estradas intransitáveis no Pará. A mercadoria chega aos portos com muitos dias de atraso e o preço do frete fica muito superior ao inicial estipulado.


De acordo com o presidente do Movimento, Edeon Vaz, caminhoneiros têm levado mais de cinco horas para rodar 25 quilômetros. Em outros pontos da rodovia, a lama é tanta que os veículos estão atolados. “A Br-163 da forma como está no período chuvoso há muitas interrupções no fluxo das carretas. Isso causa o aumento do valor do frete. Temos mostrado ao Ministério da Infraestrutura, que em uma projeção de 12 milhões de toneladas esse ano vamos gastar a mais R$ 600 milhões pela diferença do frete. Cobramos ao Ministério da Infraestrutura que este seja o último ano com este problema. Queremos exportar nossos produtos a um preço justo”, diz Edeon.

 

O Governo Federal confirmou que deve executar as obras de asfaltamento da BR-163, que interliga Cuiabá a Santarém, no trecho próximo ao Porto de Miritituba, no município de Itaituba. Serão aproximadamente 50 km e o prazo seria até o fim de 2019. Porém, o trecho que vai de Miritituba até Santarém, que possui 68 km sem pavimentação ainda não entrou nos planos. A alegação é de que esta etapa da obra depende da disponibilidade orçamentária para o próximo ano. A informação foi confirmada em entrevista do Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes.

 

Movimento Pró-Logistica

 

Entidades dos setores agropecuário, industrial, comercial e da sociedade civil organizada criaram o Movimento Pró-Logística em agosto de 2009 para articular a implantação e manutenção da infraestrutura de logística federal e estadual em Mato Grosso e nos acessos aos portos. O Movimento atua por meio da articulação diretamente em Brasília e em Mato Grosso junto ao poderes Executivo e Legislativo, buscando soluções para a exportação.


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