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Aumento da área de fundeio para embarcações é alternativa mais viável para ampliar capacidade portuária de Santarém

Weldon Luciano - 01/03/2019

A Autoridade Portuária em Santarém, ligada diretamente ao Governo Federal aponta a necessidade de ampliação da capacidade de operação. Segundo o levantamento feito, o porto atualmente, possui a capacidade para atender 200 navios por ano e as projeções indicam que para atender a demanda em um futuro próximo, a capacidade necessária seria de 300 a 400 navios, movimentando um total 7 milhões de toneladas de cargas. A construção de novos terminais hoje exigiriam um investimento muito alto, além de grandes entraves por conta da legislação e possíveis impactos ambientais. A saída mais viável, seria aumentar a área de fundeio no leito do Rio Tapajós, com uma poligonal que se estenderia por uma faixa de 30 km.  

 

“Santarém hoje tem gargalos, uma vez que a infraestrutura não é adequada para demanda que está surgindo. Os operadores já estão brigando por falta de espaço no terminal e o granel precisa de espaço para ser escoado. O ideal era ter mais três berços, mas talvez ainda não tenhamos o investimento necessário, nem na iniciativa privada e nem junto aos órgãos públicos. Ainda que não se faça esse grande investimento na infraestrutura, a alternativa na área de fundeio pode ser uma saída. Se a gente conseguir ampliar essa área da poligonal para que seja realizada a movimentação de cargas no fundeio, o que chamamos de transbordo, já supriria muito essa necessidade”, ressalta o Presidente da Autoridade Portuária, Júlio Dias.

 

Essa alternativa foi apresentada dentro do Plano de negócios, baseados no Plano Mestre desenvolvido pelo Ministério da Infraestrutura que identifica as potencialidades e os gargalos na região, e que vem sendo debatido entre empresários, autoridades federais, estaduais e o poder público local por meio do Grupo de Gestão Integrada para o Desenvolvimento Regional Sustentável (GGI).

 

 

 

Área de fundeio pode ser definida como um sinônimo de ancoradouro ou fundeadouro, ou seja, local onde a embarcação lança âncora, previamente aprovado e regulamentado pela autoridade marítima em determinado ponto do rio para o embarque e desembarque de cargas diretamente entre navios, sem a necessidade de atracação no cais (desembarque água a água). O sistema já tem sido adotado, sendo possível avistar ao longo do rio, em áreas aonde não há o fluxo de navegação intenso, diversas barcaças fundeadas que repassam a carga para os grandes navios.

 

Ainda segundo Júlio Dias, a posição estratégica de Santarém e as condições do rio Tapajós, com uma corrente fluvial menos intensa do que o Rio Amazonas favorece a adoção do método, que ajuda a reduzir o custo Brasil. “Você pode reduzir o custo Brasil com este método, reduzindo este tempo de espera. É a medida mais fácil e mais econômica para acelerar este embarque e desembarque, soluciona a falta de espaço e o longo tempo de espera das embarcações no terminal e os impactos ambientais e custos são praticamente zero”, conclui o presidente.

 


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