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STF determina prisão de mandante da morte de Dorothy Stang

Portal OESTADONET, com Agência Brasil - 20/02/2019

Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou a concessão de habeas corpus para manter em liberdade o fazendeiro Regivaldo Galvão, preso pelo assassinato da missionária Dorothy Stang, morta no município de Anapu, em 2005. Os ministros derrubaram HC concedido pelo ministro Marco Aurélio em 2018, que concedia a liberdade de Taradão até o julgamento do mérito da ação que tramita no Supremo.

 

A missionária americana foi assassinada em fevereiro de 2005, em uma emboscada em uma estrada de terra em Anapu, no interior do Pará. Pouco mais de cinco anos depois, Galvão foi condenado a 30 anos de reclusão, como mandante do crime.

 

Em novembro de 2011, o fazendeiro chegou a ser preso em Altamira, no Pará. Porém recursos a instâncias superiores da Justiça permitiram não só a redução da pena de Galvão, mas também o mantiveram livre na maior parte do tempo desde a condenação.

 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena de Galvão para 25 anos e determinou a prisão do fazendeiro em 2017, mas, em março do ano passado, o ministro Marco Aurélio o liberou. Na reunião ocorrida ontem (19), o ministro foi voto vencido na Primeira Turma.

 

Além de Galvão, as investigações apontaram Amair Feijoli da Cunha e Vitalmiro Bastos de Moura como mandantes do assassinato. As investigações do crime apontaram Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista como responsáveis pelo assassinato da missionária.


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