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Rio Tapajós se aproxima da marca dos 6 metros e autoridades consideram possibilidade grande enchente em 2019

Weldon Luciano - 19/02/2019

Rio Tapajós, margem direita, visto da orla do bairro do Maracanã, em Santarém -

O nível do rio Tapajós em Santarém registrou 5,86 metros nesta terça-feira, 19 de fevereiro, 58 centímetros maior do que o registrado no mesmo período em 2018.

 

Em comparação ao ano de 2009, ano em que houve uma das maiores enchentes da história em que boa parte da orla da cidade ficou submersa, o atual nível está 12 centímetros abaixo do que foi registrado no mesmo periodo, ja 11 anos.

 

Diante do avanço das águas as autoridades já consideram a possibilidade um grande enchente e que áreas em Santarém possam ser atingidas.  

 

“Pode ser que se tenha uma grande cheia, apesar de ainda estar distante do que foi registrado em 2009. No ano passado, tivemos uma cheia que foi abaixo do esperado e isso reforça a ideia que a atual possa ser grande”, ressaltou Darlisson Maia, coordenador da Defesa Civil.  

 

A mediação é feita diariamente de acordo com uma régua que atende aos critérios técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA) e a análise auxilia na tomada de decisões, a fim de orientar os navegantes quanto às precauções de segurança na navegação. Afluente da margem direita do Rio Amazonas, o rio Tapajós tem sua cabeceira localizada no estado do Mato Grosso, na confluência entre os rios Teles Pires e Juruena. A intensidade de chuvas pode ocasionar o aumento do nível do rio, já que em todo o percurso do rio desde sua cabeceira tem sofrido a ação do período chuvoso.

 

Pontos de risco

 

Com relação aos bairros, efetivamente há áreas de risco uma vez que já forma identificados problemas no inverno passado e que todos os casos estão em análise para que sejam tomadas as providências cabíveis. “As áreas de serra nos bairro Santarenzinho, Amparo e Matinha, além dos bairros Maracanã, Uruará e Mapiri por estarem na margem do rio estão entre os locais que sempre apresentam ocorrências. Estamos em alerta para os chamados da população nas também estão monitorando pontos mesmo que não haja o chamado no intuito de prevenir qualquer situação de risco”, conclui Maia.


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