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Estrada que interligará comunidades do Rio Arapiuns à Santarém recebe autorização do gestores da Resex

Weldon Luciano - 01/02/2019

Comunitários da área da Resex Tapajós-Arapiuns, em companhia do vereador Junior Tapajós, após obtenção de permissão para abertura de estrada, concedida pelo ICMBio. - Créditos: Divulgação

Comunidades do Rio Tapajós e Alto Arapiuns deram um importante passo para romper o isolamento. O projeto de abertura de uma estrada que interliga as duas regiões recebeu a autorização dos gestores da Reserva Extrativista (RESEX) para que obra seja realizada. A parceria foi firmada no dia 30 de janeiro, com a presença de representantes do poder legislativo, de integrantes das comunidades e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O objetivo agora é fechar parcerias entre as instituições envolvidas e articular que a iniciativa saia do papel e possa interligar as comunidade até Santarém, auxiliando no escoamento dos produtores locais

 

 

“O envolvimento de cada instituição foi muito importante na liberação dessa autorização. Teve dedicação de todos e isso resultou em algo positivo que vai beneficiar os comunitários com um acesso mais rápido e eficaz até a cidade”, relatou Dinael Cardoso, presidente da Organização das Associações e Moradores da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns – Tapajoara.

 

 

O vereador Júnior Tapajós que acompanhou o processo para chegar a autorização da abertura da estrada, ressaltou a importância da estrada para os comunitários.“Essa estrada significa que dezenas de famílias vão sair do isolamento, não só de acesso à cidade para a escoação de seus produtos, mais também do isolamento da informação e outros tipos de isolamento”. Ressaltou o parlamentar.

 

 

A Reserva Extrativista é considerada um modelo de gestão na Amazônia. As comunidades são organizadas em cerca de 50 associações locais – abarcadas por um associação-mãe, chamada Tapajoara – que participam do conselho gestor da Resex. Todas as decisões sobre a reserva passam pelo conselho e a população tem voz ativa. Participam ainda do conselho o ICMBio, responsável pela gestão do território, representantes estaduais e municipais, universidades, organizações não governamentais e cooperativas.


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