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MRN e Alcoa afirmam que técnica de acumular rejeitos é diferente da utilizada pela Vale; Área lavrada é usada para estocar material

Weldon Luciano - 30/01/2019

LAgoa de rejeitos de bauxita da Alcoa, em Juruti. Foto: Arquivo - Créditos: Agência Pública

A Mineração Rio do Norte (MRN) que atua em Oriximiná e a Alcoa que atua em Juruti alegam que utilizam técnicas diferentes das que foram empregadas em relação ao rejeitos, em Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, e que resultaram em grandes acidentes após o rompimento de barragens. Ambas declaram que usam área lavrada para estocar material. Segundo informou à redação, a MRN explicou que utiliza a técnica classificada de construção em etapa única com a metodologia de secagem do rejeito, porém sem alteamento. A Alcoa informou que suas instalações não têm similaridade em termos de engenharia e conteúdo, com a das cidades mineiras, sendo composto por uma lagoa de espessamento e um conjunto de lagoas de disposição construído com as melhores técnicas de engenharia, mas a empresa não revelou maiores detalhes.

 

 

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Ainda segundo a MRN, as estruturas de contenção de rejeitos estão situadas em um platô, local onde o minério já foi explorado, ou seja, o tanque é feito no lugar que já foi cavado pra tirar o minério. Isso evita, inclusive, que novas áreas precisem ter sua vegetação removida para construção de tanques. A topografia favorece que os tanques não recebam fluxo de águas dos igarapés e da chuva no entorno. As paredes dos tanques de rejeito são feitas com argila compactada, o que confere maior resistência e controle à construção.

 

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Na operação, os rejeitos da MRN são dragados e lançados em tanques de adensamento, onde passam por um processo natural de secagem, tornando-os mais estáveis dentro dos reservatórios. A água é reaproveitada no processo de lavagem do minério. No período de chuvas mais escassas, a lama resseca, exibindo uma aparência árida. Com o atingimento do limite do tanque, sua área é reflorestada com plantas nativas da região, como parte do processo de recuperação do meio ambiente.

 

Na barragem de alteamento a jusante, a fundação é no terreno natural, firme. No método alteamento a montante, a fundação é menos resistente porque a barragem vai crescendo em cima dos próprios rejeitos, dentro do reservatório, com paredes em degraus que vão subindo para dentro. No alteamento a jusante, a barragem cresce com degraus para fora, e isso dá mais estabilidade, permite a compactação desses degraus e a instalação de filtros e drenos. O alteamento a jusante pode custar até três vezes mais para as companhias de mineração


No empilhamento a seco os rejeitos passam por espessadores e filtros para que fiquem mais sólidos. A pasta final resultante da ação de substâncias químicas e decantação é espalhada na área, que pode ser protegida por um dique. Após secar ao sol, pode receber nova camada de rejeitos.

   


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