Não a Violencia
Conecta

Alunos aprendem como usar adubo orgânico durante oficina do Salão do Livro

Weldon Luciano - 13/09/2018

A temática de resíduos sólidos tem sido abordada em diversas oficinas ministradas pelos educadores da Escola do Parque nas instituições de ensino da rede municipal. Na manhã desta quinta-feira, 13 de setembro, foi a vez a Escola Frei Rainério. A atividade fez parte da programação oficial do XI Salão do Livro do Baixo Amazonas  

De acordo com o Josélito Góes, professor e responsável pelas oficinas, diversos temas são abordados durante as atividades, entre elas sombreamentos, técnicas de jardinagem, reutilização de materiais orgânicos para adubo e implantação de hortas. “Esse planejamento é anual e como a gente integrou a programação do salão do livro, a gente trouxe a proposta de fazer uma demonstração prática de como utilizar os resíduos orgânicos nas escolas, evitando que sejam queimados ou que fiquem em lugares que atraiam bichos, entre eles, roedores. Queremos mostrar que é possível dar outra destinação para galhos e folhas, para que deixem de ser lixo e passem a ser utilizados em benefícios da própria escola que pode produzir adubo com este material e manter uma horta, por exemplo, para suprir algumas demandas de alimentação dos alunos”.

Especialmente para os alunos da escola Frei Rainério, que estiveram visitando o salão do livro, a equipe abordou a temática de maneira lúdica, com música e poesia. Os alunos tiveram oportunidade de aprender mais sobre técnicas de enxerto e fabricação de adubo, por meio da compostagem seca ou molhada. A compostagem seca é um método que possui inúmeras opções de manejo. O segredo dele é a forma que se utiliza para aerar a mistura. A produção de adubo é um pouco mais demorada, porque apenas os microrganismos presentes no solo, fungos e bactérias, serão responsáveis pela decomposição da matéria orgânica.

 

Alunos da Eacola Frei Rainério e o instrutor Josélito Góes

 

A compostagem molhada é mais rápida e os próprios alimentos ajudam no processo.   “Compostagem seca leva em média 90 dias para ficar pronta, precisando ser alimentada com água para que o processo de composição realmente aconteça. Na compostagem molhada, a própria estrutura molecular dos alimentos em decomposição já vai liberar a quantidade de água necessária. A gente precisa apenas acomodar bem ele em um recipiente para que chorume não contamine o solo”, diz o professor.

Josélito ressalta que todas as escolas de Santarém podem agendar visitas e participar do projeto. “Não deixamos nenhuma instituição de ensino fora das atividades. Nosso foco são as da rede municipal, mas estamos á disposição dos educandários particulares também. Vamos até as escolas ou as escolas vem até o Parque para que a gente ministre as oficinas”.

Para o professor Adenor Barroso, que acompanhou a turma do 5º ano que participou da atividade de hoje, este momento fora da sala de aula é riquíssimo para o aprendizado. “Tudo o que eles viram aqui eles já viram em sala de aula só que na teoria, em fotos nos livros. A partir de agora eles podem entender melhor o que foi discutido em sala de aula”, conclui o educador.

Para Tereza Santos, de 11 anos, foi um grande aprendizado. “Aprendemos que folhas e galhos não são apenas lixo. A gente pode fazer bem mais com isso e não queimar.  Pretendo fazer isso em casa, na escola”, conclui a menina.


  • Imprimir
  • E-mail