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Aplicativo auxiliará no monitoramento de peixes migratórios

Weldon Luciano - 11/08/2018

Uso de aplicativo pelos pescadores selecionados. Foto: Sâmela Bonfim -

Registrar informações sobre peixes migratórios na região. Este é o objetivo do Ictio (peixe em grego), um aplicativo desenvolvido pelo o projeto Ciência Cidadã para a Amazônia. Por meio dele, voluntários registram informações sobre peixes migradores nas comunidades ribeirinhas. O primeiro teste foi feito com peixes a venda no Mercadão 2 mil durante a semana. Por meio do aplicativo é possível identificar a espécie, tamanho, peso e local de captura.

Durante a pescaria, as informações coletadas serão lançadas em um sistema geral, para análise e cruzamento de dados. O Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia conta com a integração de professores e alunos para monitorar a diversidade de peixes capturados pelos pescadores das comunidades. O monitoramento acontece também em países como o Peru, Colômbia e Bolívia.

Foram selecionadas para participar do programa as comunidades
Aracampina localizada na Ilha de Ituqui, na margem direita do Rio Amazonas e a Indígena de Solimões - margem esquerda do Rio Tapajós na Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns. O projeto é fruto de parceria entre Sapopema, Ufopa, Saúde e Alegria e WCS. Com apoio de técnicos, a qualidade da água nos locais de captura também será inspecionada.

De acordo com a coordenadora de aplicação do projeto e professora da Universidade Federal do Oeste do Pará, Socorro Pena, a inovação tecnológica contribuirá significativamente no processo educativo. “As equipes de pesquisadores selecionaram 20 espécies que devem ser monitoradas com esse aplicativo a gente vai ter a possibilidade de além de utilizar uma inovação tecnológica no processo educativo, fazer eles conhecerem as espécies de peixes migratórios, o que eles representam na economia, na segurança alimentar e no sentido de sensibilizá-los da importância de fazer manejo dos recursos pesqueiros”.

Para o Biólogo Fábio Sarmento, da ONG Sapopema o processo é fundamental para entender detalhes de como funcionam esse movimentos migratórios.  “A coleta de dados dos locais aonde eles são encontrados é importante pra gente verificar se está tendo algum processo que está impedindo essa migração. É nesse processo que ocorre a reprodução. Elas migram pra se reproduzir, no caso especifico da Piramutaba ela migra da foz no sentido inverso da dourada, vem dos Andes, passa por Santarém e Óbidos”- diz.  

Para os responsáveis pela iniciativa, o Ictio também terá papel fundamental para incentivar o engajamento de jovens e moradores no monitoramento dos recursos pesqueiros da região e ajudar a formar uma nova geração de lideranças comunitárias comprometidas com a conservação dos recursos pesqueiros.


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