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Pesquisadores comprovam relação entre consumo de carne de tatu e hanseníase, em Belterra

Portal OESTADONET - 01/07/2018

Tatu em campos, cerrados e bordas de florestas, onde escava túneis para se esconder (Foto: Angélica Pizzolato / TG) -

Os pesquisadores Juliana Portela e Moises Silva, da Universidade Federal do Pará, entrevistaram e testaram 146 pessoas em Belterra, no Pará. Os cientistas analisaram a frequência das interações dessas pessoas com tatus  e também os níveis de anticorpos contra a hanseníase foram medidos no sangue desses indivíduos.

Segundo a pesquisa, 2% dos tatus na Amazônia no oeste do Pará testaram positivo para a Mycobacterium leprae (bactéria causadora da lepra ou hanseníase). 

Das 146 pessoas entrevistadas no município de Belterra, sete foram diagnosticadas com hanseníase; 63% (92) apresentavam sinais de anticorpos contra a lepra, o que indica contato com a bactéria.

Aqueles que mais consumiam carne de tatu tinham maiores níveis de anticorpos contra a lepra que aqueles que não consumiam a carne.
Levando-se em consideração as altas taxas de hanseníase na Amazônia, pesquisadores acreditam que a rota de transmissão tatu-humanos não seja um fenômeno recente na região.

Os resultados foram publicados na "PLos Neglected Tropical Diseases" e mostrou que 62% dos tatus que vivem na Amazônia brasileira (especificamente no oeste do Pará) testaram positivos para a Mycobacterium leprae -- bactéria causadora da hanseníase, ou da lepra, como a doença é conhecida.

Da análise,  em Belterra, cientistas encontraram que aqueles que consumiam a carne mais frequentemente apresentaram maiores níveis de anticorpos.

A pesquisa também teve a participação de cientistas dos Estados Unidos, como John Spencer, da Universidade do Estado do Colorado (EUA).
A hanseníase, ou a lepra, é uma doença contagiosa. Causada por bactéria, a condição danifica os nervos levando a sérias incapacidades físicas (pode haver dificuldades para andar ou para segurar objetos).
Manchas avermelhadas, esbranquiçadas e amarronzadas são marcas da doença. Indivíduos sentem febre, dor e "fisgadas" nos músculos. ( Com informações e textos do G1)


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