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Memória de Santarém: 1872- O jornal, as elites e o vinho de caju

Lúcio Flávio Pinto - 30/03/2024

Santarém-PA no século XIX Ilustração de E. Riou. - Créditos: Luís Agassiz & Elisabeth Agassiz. Viagem ao Brasi 1865-1866. 2000, p. 340.

 

O jornal

Baixo-Amazonas foi um dos principais jornais de Santarém. Circulou entre 1872 e 1894. Declarava-se “folha política, noticiosa, literária e comercial”, publicado semanalmente (ou “quatro vezes ao mês”, como anunciava na sua capa. Era de propriedade de Eugênio Ataliba dos Santos Pereira, que também era o editor e o dono da tipografia na qual o jornal era impresso, localizada na rua de Santa Cruz. A assinatura trimestral custava três mil reis.
 

 

A elite (1)

 

A relação da votação na eleição de 1872 permite identificar a elite de Santarém naquele ano. A lista dos votados pode ser projetada no tempo e verificar quais as famílias que se sucederam desde então até hoje. Essa correlação poderá ser feita se os leitores descendentes dessas famílias se manifestarem, prestando as informações de que dispõem dos seus antecessores. Começo hoje a apresentar a listagem.

Pelo Partido Conservador foram votados:

- Raimundo Correa
- Raimundo Pereira da Silva
- Barão de Santarém
- Manoel Sarmento
- José Macambira
- José Correa
- Antônio Guimarães
- José da Silva
- Jerônimo dos Santos
- Francisco dos Santos
- Maurício Macambira
- Augusto de Leão
- José João Menezes
- Caetano Guimarães
- José Campos
- Raimundo Pereira
- Theodoro Palha
- João de Almeida
- Antônio Canté
- Antônio dos Santos
- Jerônimo Junior
- José Correa da Matta
- Modesto Régis de Sousa
- Manoel José Colares
- José Caetano Vasconcelos
- José de Souza
- Marcos Lobato
- Manoel Roque dos Santos
- Vitorino Macambira
- Manoel Modesto Pinto
- S. Marques Batista
- José Laércio de Almeida
- José Antônio Gonçalves
- José Taveira Lobato
- Gustavo Gomes Correa
- Manoel Eduardo de Souza
- Manoel Augusto da Matta
- Antônio Roque Oliveira da Paz

 

 

Vinho de caju

 

João Joaquim Honório da Silva Rebello, “único fabricante do caju nesta cidade”, tendo “melhorado consideravelmente o seu estabelecimento”, publicou anúncio pedindo “ao respeitável público a sua proteção, dando maior consumo aos seus produtos”. Informava que o depósito do seu “muito acreditado vinho” era na casa dos Srs. Antunes & Corrêa, na rua dos Mercadores.

A mesma firma, aliás, vendia o “excelente tabaco do Rio Preto, por preço “muito razoável”. Comercializava também a “linda e bem construída” coberta Maués, e também cal, “de primeira qualidade, fabricado na “acreditada” caieira de Pedro José de Mattos.

 

 

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