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Parceria entre sindicato e pesquisadores promove estudos sobre impactos do uso de agrotóxicos em mananciais de Santarém

Weldon Luciano - 02/05/2019

Um estudo sobre os efeitos do uso de agrotóxicos em mananciais está sendo feito na região do planalto em Santarém. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR) durante a consulta pública do Plano Estadual de Recursos Hídricos do Pará, ocorrido na última terça-feira(30). O STTR informou ainda a iniciativa está sendo executada em parceria com pesquisadores da Rede Odyssea e que os resultados devem ser obtidos até o fim do ano.



“A contaminação vem ocorrendo por conta do uso do agrotóxico, principalmente vindo do plantio da soja, porque tem um impacto negativo em um futuro muito próximo para quem vive nas proximidades das plantações.  Essas pessoas já vivem os efeitos da má qualidade da água. Estamos fazendo um trabalho com uma rede de pesquisadores justamente para trabalhar nessa pesquisa fazendo um levantamento de campo e em breve a gente já tem um diagnóstico preciso”, disse Manuel Edivaldo, presidente do STTR.



De acordo com o STTR nos últimos anos a entidade tem recebido diversos relatos de trabalhadores rurais e moradores da comunidades que o uso em larga escala dos agrotóxicos tanto em Santarém quanto em Belterra. “São várias nascentes e igarapés contaminados e alguns já até desapareceram”, relata Edivaldo.



O estudo deve ocorrer em comunidades das margens da rodovia Santarém Cuiabá (BR-163), comunidades do entorno da rodovia Santarém Curuá-Una e na região do Ituqui também. “O homem do campo já sabe e comprova que o meio em que ele vive sofreu mudanças após o uso do agrotóxico. Porém, a partir desses estudos vamos comprovar essas alterações de forma científica com dados e um diagnóstico bem mais completo que devem nortear ações futuras de preservação”, conclui o Presidente do STTR.



O projeto ODYSSEA é financiado pela Comissão Europeia através da ação MSCA RISE no âmbito do programa Horizonte 2020, apoiando financeiramente a mobilidade de pesquisadores europeus para o Brasil,a rede é formada por cerca de 35 projetos de pesquisa de cooperação bilateral entre Europa e o Brasil e tem o a duração de quatro anos. Reúne várias redes brasileiras e internacionais para responder damelhor maneira aos desafios do desenvolvimento sustentável a fim de apoiar políticas públicas e organizações sociais, de saúde e meio ambiente na Amazônia.




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