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Venezuelanos alvos da PF pagaram aluguel de casa antecipadamente; suspeito preso no aeroporto com 21 kg de ouro foi transferido para Belém

Portal OESTADONET - 13/11/2023

Um dos alvos da operação FlayGold em Santarém - Créditos: Portal OESTADONET. 11.11.2023

 

Um passageiro identificado como Anthony Alejandro Morillo Mendes foi abordado pelos agentes federais e com ele foram encontrados aproximadamente 21 quilos de ouro, no dia 28 de outubro deste ano, em Santarém, no Oeste do Pará, ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca, durante fiscalização de rotina da Polícia Federal. O produto estava escondido dentro de uma das malas despachadas pelo suspeito, de nacionalidde venezuelana. Dentro de uma das malas, havia garrafas térmicas, nas quais estavam armazenadas o ouro encontrado pela PF.

 

O passageiro não soube explicar a origem do ouro, bem como não possuía documentos necessários para esse tipo de transporte. Os federais então lavraram o auto de flagrante. A partir daí, a PF solicitou à Justiça Federal, autorização para realizar busca e apreensão e prisão em endereços obtidos com o suspeito detido no aeroporto de Santarém. 

 

A partir da prisão de Anthony, que foi transferido para um presídio na Região Metropolitana de Belém, a Polícia Federal prosseguiu com as investigações que culminaram com a deflagração da operação FlyGold, no último sábado (11), para cumprir mandados de busca, apreensão e prisão no município de Santarém, no oeste do Pará. 

 

Um dos endereços alvos da PF está localizado na rua Antônio Bastos, no bairro do Caranazal, em Santarém. O imóvel foi alugado por apenas três meses e o pagamento foi adiantado pelos inquilinos. Na residência moravam cinco venezuelanos, segundo apurou o Portal OESTADONET.

 

 

O delegado da Polícia Federal Pedro Melo, que comandou a operação, revelou em vídeo divulgado pela assessoria de imprensa da PF, que no cumprimento dos mandados judiciais foram localizados diversos objetos usados para o armazenamento de ouro, fitas, malas com fundos falsos, cantis e garrafas, onde o ouro era armazenado, mochilas. Tudo indica que os participantes estavam envolvidos nesse esquema de transporte ilegal de ouro. 

 

As investigações seguem para tentar identificar todos os participantes da associação criminosa, bem como a origem e o destino do ouro. A operação visa desarticular uma organização criminosa que se especializava em transporte ilegal de ouro tanto por via fluvial quanto por via aérea.

 

O venezuelano Anthony Alejandro Morillo Mendes foi transferido para Belém por motivo de segurança. 

 

A investigação da Polícia Federal revelou que os criminosos utilizavam artifícios para o transporte ilegal de ouro, como despachar bagagens com excesso de peso, ocultando barras de ouro dentro de garrafas térmicas de alumínio amarradas à estrutura das malas.

 

Suspeita-se que a associação criminosa tenha transportado mais de 400 kg de ouro (cerca de R$130 milhões) somente durante o último mês de outubro, por meio de voos comerciais de grandes companhias aéreas.

 

A operação "FlyGold" recebe esse nome em alusão ao modal aéreo utilizado pela associação criminosa para a prática dos crimes de transporte ilegal de ouro.

 

O garimpo ilegal foi apontado, em laudo da Polícia Federal finalizado neste ano, como a principal causa da poluição do rio Tapajós, que teve suas águas cristalinas invadidas por grande quantidade de lama. Em janeiro de 2022 a mudança da cor da água ocorreu até em Alter do Chão, localidade conhecida como Caribe Amazônico.

 




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