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Vereador Mano Dadai e ex-esposa são condenados por peculato e associação criminosa na Operação Perfuga

Weldon Luciano - 15/04/2019

O vereador Mano Dadai e sua ex-esposa Patrícia Gonçalves  foram condenados por peculato e associação criminosa. A sentença foi proferida nesta segunda-feira, 15 de abril, pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal, Alexandre Rizzi. Ambos estão respondendo em liberdade e permanecem soltos até que os recursos cabíveis para o caso sejam julgados. Como parte da condenação, o parlamentar perde o mandato assim que o trânsito do processo for julgado. A pena ficou estabelecida em 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Ainda segundo a sentença os dois foram absolvidos das acusações do crime de inserção falsa de dados no sistema do poder legislativo.

 

“Como prova disso, fartamente se apurou nos autos a associação criminosa permanente de Reginaldo, Yanglyer e Patrícia a lesarem os cofres públicos, falsificando documentos que embasaram os pagamentos indevidos, inserção indevida de dados nos sistemas da Câmara Municipal sendo que neste ínterim, concorreu Andrew; manutenção de pagamentos indevidos mensalmente a Patrícia com o benefício econômico direto de Yanglyer e benefício eleitoral de Reginaldo, Yanglyer e benefício pessoal de Patrícia, que continuava tratando de seus interesses junto à já aludida comunidade religiosa e nos projetos sociais (...) , destacou Rizzi.

 

A pedido do Ministério Público, o magistrado também acatou o afastamento cautelar do vereador. “Considerando o exposto, com base na fundamentação e ante a gravidade dos fatos apurados, fatos que foram sobejamente comprovados durante a instrução processual, verifica-se necessário neste momento, resguardar a ordem e o patrimônio públicos, e a moralidade administrativa, além de prover a efetividade dos atos judiciais, pelo que DEFIRO O PEDIDO DE AFASTAMENTO CAUTELAR DO RÉU, DO CARGO DE VEREADOR”, ressalta o magistrado.

 

Patrícia foi condenada a 6 anos de prisão em regime semiaberto, além da devolução de R$ 55 mil, valores recebidos durante os 14 meses que esteve na folha de pagamento da Câmara sem a devida prestação do serviço como reparação de danos ao erário público. A ré já depositou parte do valor diretamente nos cofres públicos da Prefeitura Municipal de Santarém.

 

O vereador Mano Dadai e a ex-esposa Patrícia Pereira Gonçalves foram presos preventivamente por ordem do juiz Alexandre Rizzi, titular da Primeira Vara Penal da Comarca de Santarém em abril de 2018. Os crimes apontados contra Dadai pela operação Perfuga foram descobertos a partir do acordo de delação premiada do ex-vereador Reginaldo Campos, preso nessa operação, em 5 de agosto de 2017. 

 

Delação de Reginaldo Campos   

 

Primeiro suplente de vereador e assessor de Reginaldo, Dadai assuniu o mandato de vereador com a renúncia do parlamentar, que se encontra preso no quartel do terceiro batalhão da PM. No teor dos depoimentos de Reginaldo, que estavam protegidos pelo segredo de justiça, Dadai é apontado como beneficiário de cargos, indicação de funcionários fantasmas e de ter prestado informações falsas à polícia.

 

Assim que Reginaldo foi preso, no ano passado, Dadai encaminhou representação à mesa da Câmara de Vereadores requerendo a cassação do mandato do parlamentar. Mas com a renúncia, o pedido não chegou a ser votado em plenário. Ao fazer a delação, Reginaldo se vingou de Dadai, fornecendo informações aos promotores sobre os prováveis crimes que teriam sido cometidos por seu ex-assessor, que resultaram na prisão dele.


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