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Agregação de valor e novas oportunidades de negócios são vitais para à economia da região do Tapajós, aponta Biotec-Amazônia

Weldon Luciano, repórter do Portal OESTADONET - 05/04/2019

Sergio Alves, da Biotec-Amazônia, fala sobre ações da OS previstas para serem executadas na região do Tapajós -

Santarém - A agregação de valor aos produtos da biodiversidade da Amazônia e a prospecção de novos mercados podem gerar oportunidades de geração de emprego e renda para a região do Tapajós. O diagnóstico foi feito por meio do diretor de pesquisas da Biotec-Amazônia, Sérgio Alves, durante reunião do Grupo de Gestão Integrada(GGI), realizada quinta-feira(4), presidida pelo prefeito Nélio Aguiar.


Sérgio explicou que a Biotec-Amazônia é  organização social contratada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional(Sectet), presidida pelo professor José Seixas Lourenço, que atua na área da pesquisas e investimentos relacionados a bioeconomia. O evento reuniu representantes do setor produtivos e entidades ligados à economia e ao desenvolvimento sustentável.

 

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“Santarém tem um grande potencial não só turístico, como também de diversas cadeias produtivas. O que está faltando apenas é casar essa produção com prováveis investidores. Existem grandes empresas paraenses e multinacionais que podem se interessar por estes projetos e que muitas vezes não sabem que existem”, destaca Sérgio.


O representante da Biotec-Amazônia, a região do Polo Tapajós, um dos focos do contrato de gestão para execução do programa BioPará, do Governo do Estado, ainda está desenvolvendo projetos que estão descasados das necessidades do mercado. “O uso racional da biodiversidade pode trazer maiores lucros para investidores, gerando emprego e renda por meio de projetos que valorizem a matéria prima e ofereçam não só um produto, mas vários subprodutos que atendam a necessidade de diversos mercados. Açaí, cupuaçu, acerola e outros frutos podem ter outras destinações, que vão além do consumo alimentício.”, explicou.


“É necessário oferecer estes produtos de uma forma diferenciada. Enquanto se trabalha apenas na exportação da polpa, outros estados estão investindo na produção do suco. Com esta mesma polpa que produzimos e não agregamos valor, outras pessoas estão ganhando muito mais apresentando o mesmo produto só que mais elaborado. Para se obter a polpa não necessita de mão de obra qualificada, apenas de uma pessoa que saiba operar equipamentos que extraiam o material. Para a produção do suco, existe a necessidade de contratar outros profissionais qualificados com boas remunerações. Os bons empregos e os melhores lucros estão sendo gerados fora do Pará e a gente poderia fazer isso aqui, de onde sai a matéria prima, trazer esses investimentos para a região”, relatou Sérgio a uma plateia formadas por empresários, produtores rurais, orgãos públicos, pesquisadores e representantes de organizações do terceiro setor.


Outro ponto destacado por Sérgio foi a atuação da Biotec-Amazônia  em ações de inteligência competitiva. Diversas empresas já atuam com setores especializados no assunto contando com a assessoria técnica da OS.  “Por meio dessa atuação da Biotec foi possível captar novos investimentos com planos de negócios fechados. O produtor inicia o empreendimento sabendo exatamente quanto vai gastar, quanto vai ganhar e para quem vai vender, utilizando as ferramentas corretas de empreendedorismo, garantindo maiores chances de que o negócio seja rentável e sustentável”, explicou.


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