Verão julho

Vice-diretor de escola pública de Santarém registra ocorrência policial contra aluno que lhe fez ameaça

Weldon Luciano - 15/03/2019

Escola José de Alencar, em Santarém -

O vice-diretor da Escola Estadual de Ensino Médio e Fundamental José Alencar, Wilk Batista, 43 anos, foi ameaçado por um aluno, por conta de denúncia de suposto uso de drogas nas dependências do colégio. O caso ocorreu na quarta-feira, 13 de março e foi registrado na 16ª Seccional de Polícia de Santarém e está sendo investigado.

 

Segundo apurou a equipe de reportagem do Portal OESTADONET, a ameaça aconteceu quando o menor, que tem apenas 15 anos, teria sido flagrado pelo vice-diretor, usando drogas dentro da escola. Sendo um problemas que já ocorreu anteriormente, o professor decidiu relatar a situação para a mãe do adolescente, o que teria revoltado o aluno e o motivado a ameaçar Wilk mais de uma vez e na frente de outros funcionários.

 

De acordo com o Boletim de ocorrência o aluno teria proferido a seguinte ameaça: “Já que tu fez a minha cama para a minha mãe, agora eu vou fazer a tua”. As partes devem ser chamadas para prestar depoimento, trazendo maior esclarecimento aos fatos.

 

Alto índice de uso de drogas

 

Segundo relatos de funcionários este não seria o único incidente ocorrido na escola, localizada no bairro Aparecida, em Santarém, no Oeste do Pará, este envolvendo o uso de drogas entre alunos e ameaças a funcionários. A escola vem enfrentando grandes problemas com segurança, uma vez que ela não possui vigia em nenhum dos turnos de aula. Isso tem facilitado a aproximação e até mesmo a circulação de pessoas desconhecidas no meio escolar aliciando menores para o uso de drogas.

 

É possível avistar com frequência nos arredores ou até mesmo dentro da escola, grupo de alunos reunidos fazendo uso de álcool, cigarro e drogas ilícitas, entre elas a maconha. A vinda de alunos de outros bairros considerados mais vulneráveis ao tráfico de droga teria aumentado o problema. Muitos deles fazem uso e acabam incentivando outros alunos a virarem usuários. Alguns funcionários já estariam até pedindo demissão ou transferência para outras escolas com medo da violência.   

 




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