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BR-163 sem previsão de obras que reduzam impactos da movimentação de carretas em direção ao porto de Santarém

Weldon Luciano - 13/03/2019

Júlio Souza, representante do Conselho de Autoridade Portuária -

A duplicação da BR-163, que interliga Santarém a Cuiabá é vital para reduzir impactos do fluxo de exportação, mas ainda não há projeto de execução de obras que minimizem os impactos sobre os trânsito na área urbana da cidade.

 

Júlio Dias, que representa o Conselho de Autoridade Portuária (CAP).defende que a obra deve conter um complexo conjunto de equipamentos como viadutos e passarelas, garantindo a acessibilidade dos caminhões sem alterar a rotina da cidade e de quem mora no entorno, já que boa parte do trecho final da rodovia está localizado na área urbana.  

 

“É preciso fazê-la (a duplicação), até mesmo para diminuir os impactos sobre a cidade. A gente entende que temos que beneficiar o porto, mas não podemos tirar o benefício social e prejudica a vida de quem mora no entorno. Não queremos que as pessoas sofram maiores transtornos”.

 

Julio Dias ressalta também que o papel de execução do projeto é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes(DNIT) em parceria com o poder público local e até mesmo a iniciativa privada. O objetivo é preparar a infraestrutura do corredor de exportação para duplicar sua capacidade sem afetar o fluxo da cidade.

 

“A duplicação da via iria favorecer muito. É algo totalmente viável, mas ainda não há uma estimativa de orçamento. O que a gente sabe é que o DNIT deve ser este órgão executor por se tratar de uma BR, que pertence à União. A gente já tem discutido isso desde 2016, de fazer um projeto. Já até vimos a possibilidade de a prefeitura fazer esse encaminhamento, alinhando com o DNIT e assim executá-lo”, destaca Júlio.

 

Segundo estimativas, da Autoridade Portuária Nacional, o corredor de exportação de grãos vindo do estado do Mato Grosso conta atualmente com uma frota de 1500 a 2000 carretadas que movimentam algo em torno de 100 mil toneladas que seguem pelo modal rodoviário até o porto de Santarém, onde são embarcados em navios e seguem para fora do país. Essa movimentação pode atingir o dobro com a duplicação.  

 

A Autoridade Portuária também não descarta a possibilidade de que no futuro, a rodovia possa ser privatizada. “Há uma possibilidade de no futuro, ela ser privatizada e contar com a presença de um pedágio. A pessoa que construir vai cobrar pela utilização, mas em contrapartida deverá fornecer a estrutura necessária de funcionamento da via. São variadas possibilidades, que deve ser analisadas”, conclui Júlio.  


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